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Wagner Moura registra queixa-crime contra Silas Malafaia por difamação e injúria

O pastor classificou a ação como "piada" e "intolerância". Também negou ter cometido qualquer crime.

Redação

10 de junho de 2026 às 14:52   - Atualizado às 15:04

Wagner Moura e Silas Malafaia.

Wagner Moura e Silas Malafaia. Foto: Divulgação

O ator Wagner Moura registrou queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia por difamação e injúria. A ação, já recebida pela Justiça, aponta que Malafaia ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao chamá-lo de "cretino" e "esquerdista de araque" em postagens no X de janeiro deste ano. O caso foi publicado pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo Estadão.

Nas publicações, o pastor escreveu: "Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura". Em seguida, voltou a postar criticando o que chamou de "esquerdopatas defendendo artista que mama grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto".

A ação classifica as falas como "ofensas injuriosas e difamatórias, com o nítido intuito de macular" a honra do ator. A ação lembra ainda que Malafaia já foi condenado a indenizar o youtuber Felipe Neto e responde por ofensas a generais do Exército, o que demonstraria um padrão de "ataques pessoais que ultrapassam os limites do debate público legítimo".

Procurado pela reportagem, Malafaia classificou a ação como "piada" e "intolerância". Também negou ter cometido qualquer crime.

Malafaia questionou, ainda, ter sido escolhido como alvo entre os milhares de usuários que criticaram o artista nas redes após a derrota no Oscar de 2026. Wagner Moura foi o primeiro brasileiro indicado à premiação americana na categoria de ator principal pelo papel em O Agente Secreto. O filme concorreu em quatro categorias na cerimônia, mas não venceu nenhuma.

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"Tem milhares de memes contra ele, até com palavrões. Por que ele me escolheu?", disse Malafaia.

Para o pastor, a resposta é política. "É preconceito religioso ou porque eu tenho influência? Eles querem me calar a todo custo", disse.

O pastor disse não ter sido notificado da queixa-crime até o momento da entrevista e garantiu que não vai recuar.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) confirmou o registro do processo. No entanto, afirmou que o caso corre em segredo de Justiça.

Estadão Conteúdo

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