O monitoramento inclui, por exemplo, a isenção do Imposto de Renda, publicidade institucional e programas como Pé-de-Meia, Gás do Povo, Luz do Povo e Desenrola Brasil.
17 de agosto de 2026 às 13:47 - Atualizado às 13:49
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a legislação eleitoral como uma “papagaiada desgraçada” no último mês. Apesar das restrições previstas pelas regras eleitorais, o governo federal já soma R$ 278,3 bilhões em benefícios concedidos em 2026, segundo levantamento do Gastômetro, ferramenta do jornal O Estado de S. Paulo.
A legislação eleitoral estabelece restrições para determinadas ações do chefe do Executivo durante o período eleitoral. Entre elas, estão a participação em inaugurações de obras, a realização de doações e o pagamento de emendas parlamentares em situações previstas pela legislação.
Apesar das restrições, o levantamento aponta que o governo federal manteve outras formas de concessão de benefícios ao longo do ano.
De acordo com o monitoramento, a maior parcela dos R$ 278,3 bilhões foi destinada a programas de crédito e subsídios voltados a setores da economia e a grupos específicos, como caminhoneiros e motoristas de aplicativos.
O levantamento também contabiliza recursos relacionados a isenções e financiamentos para aquisição da casa própria. Entre as medidas consideradas pelo Gastômetro estão ainda renúncias de receitas e ações relacionadas à política econômica e social do governo federal.
O monitoramento inclui, por exemplo, a isenção do Imposto de Renda, publicidade institucional e programas como Pé-de-Meia, Gás do Povo, Luz do Povo e Desenrola Brasil. A ferramenta acompanha diferentes despesas e benefícios concedidos pelo poder público e reúne os valores para dimensionar os gastos ao longo do ano.
Segundo o levantamento, o montante ainda pode aumentar até o fim de 2026. Isso ocorre porque parte das despesas contabilizadas ainda depende de autorização para ser efetivamente executada.
O valor de R$ 278,3 bilhões, portanto, não representa necessariamente o total definitivo de gastos em benefícios ao longo do ano. Conforme o monitoramento, novas despesas podem ser incorporadas ao cálculo até dezembro.
A relação entre os gastos públicos e o período eleitoral ocorre em meio às restrições estabelecidas pela legislação para evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas. As regras, no entanto, não impedem a execução de todas as políticas públicas ou despesas previstas no orçamento federal.
*Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.
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