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Rogério Marinho afirma que a anistia é "uma prerrogativa do Congresso" e não pertence ao STF

Durante sua fala, Marinho classificou o cenário político atual como de "perseguição política" e destacou a necessidade de restaurar o equilíbrio entre os Poderes.

Jameson Ramos

07 de abril de 2025 às 10:30   - Atualizado às 10:31

Senador Rogério Marinho durante ato pela a anistia em São Paulo.

Senador Rogério Marinho durante ato pela a anistia em São Paulo. Foto: reprodução

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou, durante a sua participação no ato pró-anistia, em São Paulo, realizado no domingo, 6 de abril, que a concessão da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023 cabe ao Congresso Nacional. 

Durante sua fala, Marinho classificou o cenário político atual como de “perseguição política” e destacou a necessidade de restaurar o equilíbrio entre os Poderes. “A anistia que está sendo vilipendiada por aqueles que não querem a reconciliação do país. A anistia, na verdade, é uma prerrogativa do Congresso Brasileiro. Não pertence ao Supremo Tribunal Federal, não pertence ao Presidente da República, não pertence aos órgãos de imprensa. Pertence àqueles que são os legítimos donos do Brasil, que é o povo brasileiro”, afirmou o senador.

Marinho, que é líder da oposição no Senado, aproveitou o espaço para atacar o sistema Judiciário, acusando de atuar de forma parcial. “Nós não podemos aceitar como normal que nós tenhamos uma justiça em que não há mais um juiz natural, em que não há o princípio da ampla defesa, em que o juiz que se diz vítima hoje preside o inquérito. E que nós estamos sendo julgados sem a prerrogativa de foro”, disse.

Marinho também defendeu que a "reconciliação" seja priorizada. “Ao longo da nossa história, o Brasil teve mais de 40 anistias desde 1822. Porque nós tivemos grandes homens governando esse país. Pessoas que tiveram o desprendimento de fazerem a conciliação e a pacificação do país. Desde os imperadores que passaram pelo Brasil, até os primeiros presidentes, até o ditador Getúlio Vargas, até o grande presidente Juscelino Kubitschek. Todos tiveram gestos de desprendimento e reconciliação. Mas o que falta no Brasil é a estatura de um líder”, concluiu.

Além de Rogério Marinho, estavam presentes na manifestação em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o de Minas Gerais, Romeu Zema; o do Paraná, Ratinho Junior; o do Amazonas, Wilson Lima; o de Goiás, Ronaldo Caiado; o de Mato Grosso, Mauro Mendes; e o de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Parlamentares e outras autoridades, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também participaram do ato.

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