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Réu investigado pelos atos de 8 de janeiro morre de infarto enquanto ainda aguardava julgamento do STF

Ronaldo Édison Richard respondia por suposto financiamento logístico de caravana e teve morte confirmada aos 63 anos; defesa negava envolvimento.

Cami Cardoso

12 de agosto de 2026 às 11:15   - Atualizado às 11:29

Réu investigado pelos atos de 8 de janeiro morre de infarto enquanto ainda aguardava julgamento do STF

Réu investigado pelos atos de 8 de janeiro morre de infarto enquanto ainda aguardava julgamento do STF Foto: Reprodução

Aos 63 anos, Ronaldo Édison Richard morreu na última segunda-feira, 10 de agosto, na cidade de Santa Rosa, localizada no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com informações preliminares divulgadas por pessoas próximas e familiares, a causa do óbito teria sido um infarto fulminante.

Ronaldo estava envolvido com os atos de 8 de janeiro de 2023 e respondia a um processo penal no Supremo Tribunal Federal (STF), mas encontrava-se em liberdade enquanto aguardava o andamento e o desfecho das investigações.

No ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou denúncia contra ele, imputando-lhe crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, além de dano qualificado e deterioração do patrimônio público tombado. A denúncia havia sido aceita pela Suprema Corte.

De acordo com as apurações apresentadas pela acusação, o papel de Ronaldo nos eventos que culminaram na depredação da Praça dos Três Poderes estaria ligado ao financiamento logístico. A PGR alegava que o morador gaúcho teria patrocinado o custeio da viagem de um dos integrantes de uma caravana que partiu do Rio Grande do Sul rumo a Brasília dias antes dos protestos.

Por outro lado, a defesa de Ronaldo sempre negou veementemente qualquer envolvimento financeiro ou direto com os atos de vandalismo em Brasília. Em petições e manifestações protocoladas junto ao STF, os advogados sustentaram que o réu jamais financiou transporte para os atos antidemocráticos.

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Segundo a argumentação jurídica, a única participação de Ronaldo consistiu na assinatura de um documento burocrático de autorização exigido para a saída de um ônibus de uma garagem no estado. Os defensores também enfatizaram o histórico de bom comportamento do cliente, destacando que ele era réu primário e possuía ótimos antecedentes criminais.

Associação lamenta o falecimento e cobra desfecho

Com a confirmação da morte, a repercussão do caso ganhou espaço entre entidades de apoio aos investigados. A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de janeiro (ASFAV) emitiu uma nota oficial lamentando profundamente o falecimento de Ronaldo Édison Richard. Na manifestação, a entidade destacou que ele se soma à lista de pessoas ligadas aos acontecimentos de Brasília que faleceram sem ver a conclusão de seus processos judiciais.

“Ronaldo é mais uma vítima do 8 de janeiro que parte enquanto aguardava que a Justiça fosse feita, sem que pudesse acompanhar o desfecho de um processo que marcou profundamente sua vida e a de sua família”, declarou a associação em trecho do comunicado oficial.

A diretoria da ASFAV também aproveitou a oportunidade para externar solidariedade aos parentes, amigos e conhecidos enlutados, reiterando o compromisso institucional com a preservação da memória e a busca por dignidade para todos os envolvidos nos inquéritos em curso na mais alta corte do país. “Que Deus conforte seus familiares e amigos e conceda a todos força para atravessar este momento de profunda tristeza”, concluiu a nota.

Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.

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