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Reajuste do piso salarial dos professores para 2026 ainda é incerto

Cenários variam de 0,85% a 8%, e debates envolvem CNTE, governo e impacto do Fundeb.

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12 de novembro de 2025 às 19:29   - Atualizado às 19:33

Ministro da Educação, Camilo Santana e o presidente Lula

Ministro da Educação, Camilo Santana e o presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O reajuste do piso salarial dos professores para 2026 ainda não foi definido e continua sendo um dos temas centrais de discussão entre educadores, governo federal e legisladores. As projeções atuais indicam cenários bastante distintos, refletindo a complexidade do cálculo e os impactos financeiros do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

No cenário mais técnico, se a fórmula atual do Fundeb for mantida, o aumento previsto seria de apenas 0,85%, resultado da queda no valor por aluno registrada no segundo semestre de 2025. Esse percentual praticamente garante apenas a reposição da inflação, sem oferecer ganho real aos profissionais da educação.

No entanto, analistas e lideranças sindicais avaliam cenários mais otimistas. Um aumento considerado realista poderia variar entre 5% e 8%, caso pressões políticas e negociações sejam incorporadas às decisões do governo federal. Já o cenário mais otimista, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Fórum Nacional do Piso do Magistério, prevê um reajuste de até 15% ou mais, caso seja aprovada uma nova regra de correção que inclua reposição da inflação e ganho real, além de criar referência específica para profissionais graduados em pedagogia e licenciaturas.

O valor do piso salarial está diretamente ligado à arrecadação do Fundeb, que sofreu queda entre abril e agosto de 2025, o que dificulta a implementação de aumentos mais expressivos. Além disso, prefeitos e governadores têm alegado dificuldades financeiras, um fator que pode gerar desigualdades salariais entre os estados e municípios.

As negociações continuam, e a CNTE tem defendido mudanças na fórmula do Fundeb para garantir que o reajuste contemple não apenas a inflação, mas também valorização real dos professores. Para o setor educacional, o desafio é equilibrar a sustentabilidade financeira do Fundeb com a necessidade de reconhecimento do trabalho dos profissionais, evitando que o piso salarial fique defasado frente à inflação e à importância da carreira docente.

Enquanto o governo federal e as entidades representativas discutem os números, a expectativa de professores e gestores é que a decisão final seja tomada ainda no início de 2026, de forma a permitir planejamento financeiro e adequações orçamentárias nos estados e municípios.

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