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Piso dos professores pode ter aumento real em 2026, mas atraso do MEC gera insegurança

A indefinição atrasa o planejamento orçamentário e amplia a incerteza sobre a continuidade da política de valorização docente.

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02 de outubro de 2025 às 15:11   - Atualizado às 15:29

Camilo Santana e Lula

Camilo Santana e Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

O piso dos professores da rede pública pode ter mais um reajuste com ganho real em 2026, ou seja, acima da inflação, como tem ocorrido em grande parte dos últimos anos. A estimativa é baseada na Lei 11.738/2008, que determina que o reajuste anual seja calculado com base na variação do Valor Anual por Aluno (VAA) do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica no Brasil.

No entanto, a demora do Ministério da Educação (MEC) em anunciar o índice oficial previsto para o próximo ano tem gerado preocupação entre educadores, sindicatos e gestores municipais e estaduais. Durante o encontro Educação Já, promovido pelo Todos Pela Educação em São Paulo, o ministro Camilo Santana defendeu mudanças na data-base do reajuste, propondo que o novo valor do piso dos professores passe a ser divulgado no meio do ano — e não mais em janeiro, como ocorre atualmente. Apesar da sinalização, até o fim de setembro ainda não havia definição oficial, o que atrasa o planejamento orçamentário e amplia a insegurança na categoria.

Em 2025, o reajuste foi de 6,27%, levando o piso salarial nacional para R$ 4.867,77. Entre 2009 e 2022, os aumentos acumulados superaram 60% acima da inflação, com destaque para os expressivos 33% em 2022 e 15% em 2023. Esses reajustes, impulsionados pelo crescimento do Fundeb e pela queda no número de matrículas, permitiram avanços salariais importantes para a categoria.

A expectativa é que esse cenário se repita em 2026, especialmente com o aumento da arrecadação pública e a manutenção da fórmula atual. Porém, a ausência de uma definição até o momento levanta dúvidas. O MEC havia prometido divulgar o índice no meio do ano, alinhando-se aos calendários fiscais dos entes federativos, mas a promessa não foi cumprida até o fim de setembro.

Para os professores, o silêncio do governo federal acende um alerta. “Sem essa previsão, não temos segurança sobre o planejamento dos nossos ganhos, nem garantia de que o aumento será realmente mantido. Isso compromete nossa estabilidade e a própria valorização da profissão”, comentou uma professora da rede pública de Pernambuco, que preferiu não se identificar.

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Especialistas reforçam que o piso dos professores tem papel fundamental na valorização da carreira docente, mas alertam para o risco de que os avanços obtidos nos últimos anos sejam ameaçados pela instabilidade fiscal ou mudanças nos critérios de cálculo.

Enquanto aguardam uma definição oficial, estados e municípios seguem pressionados a reservar recursos em meio à incerteza. Já os educadores, diante de uma profissão exigente e essencial, esperam que o piso dos professores continue sendo tratado como prioridade com reajustes justos, previsíveis e à altura da importância da educação pública no país.

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