De acordo com as informações da operação, o ex-parlamentar é investigado por um processo que apura homicídio qualificado em tramitação na 4ª Vara do Júri de Fortaleza, no Ceará.
29 de maio de 2026 às 13:47 - Atualizado às 13:55
Ex-prefeito de Ribeirão e ex-deputado estadual Clóvis Paiva. Foto: Reprodução/Instagram/@clovispaivaoficial
O ex-prefeito de Ribeirão e ex-deputado estadual Clóvis Paiva foi preso na manhã da última quinta-feira, 28 de maio, durante uma operação realizada por forças de segurança estaduais e federais no Recife, em Pernambuco. A ação aconteceu em um apartamento localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital.
Após a repercussão do caso, Clóvis Paiva se manifestou publicamente e afirmou que o episódio se tratou de um “mal entendido”. Em declaração, ele disse já estar em casa e agradeceu o apoio recebido de pessoas próximas.
A frase “Quem me conhece sabe” foi expressada pelo ex-prefeito de Ribeirão com o tom de defesa pessoal que se pronunciou após a prisão. Ele afirmou confiar que seus advogados irão esclarecer a situação e contestar o que chamou de “engano”. Em sua fala, também destacou a própria trajetória pessoal e política, reforçando que não teria envolvimento com a situação investigada.
“Agradecer a todos que já estou em casa que o que aconteceu ontem foi um mal entendido, que em breve meus advogados provaram que tudo isso foi um grande engano e que me conhece, sabe o meu perfil e a minha honestidade como homem e como ser humano e sabe que jamais eu me envolveria numa coisa desse tipo. Então, quero agradecer a Deus por ter estado aqui novamente em casa, voltar para a minha família e dizer a todos vocês que torceram por mim, muito obrigado”, disse Clóvis Paiva.
De acordo com as informações da operação, o ex-parlamentar é investigado por um processo que apura homicídio qualificado em tramitação na 4ª Vara do Júri de Fortaleza, no Ceará. A ação que levou à prisão contou com a participação conjunta da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil de Pernambuco e Polícia Militar de Pernambuco, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).
A operação foi cumprida em um imóvel do ex-prefeito em Boa Viagem, onde os agentes realizaram buscas relacionadas à investigação em andamento. Durante a ação, foi encontrada uma arma de fogo adulterada no apartamento.
Após a apreensão do material, Clóvis Paiva foi conduzido pelas equipes policiais até a delegacia responsável pelo caso. Segundo as informações divulgadas, ele alegou que a arma encontrada no local seria destinada ao uso pessoal. No entanto, até o momento, as autoridades não detalharam qual tipo de adulteração foi identificada no armamento.
Também não foram divulgadas informações adicionais sobre o andamento da investigação ou eventuais novas medidas judiciais relacionadas ao caso.
O episódio repercutiu pela atuação integrada das forças de segurança envolvidas na operação, que reuniram diferentes instituições estaduais e federais para cumprimento das ordens judiciais. A presença da Ficco reforça o caráter de combate ao crime organizado na investigação, segundo as informações oficiais.
Apesar da prisão e da condução à delegacia, Clóvis Paiva afirmou que já está em casa e reforçou que pretende demonstrar, por meio de sua defesa, que não houve irregularidades em sua conduta. O caso segue em investigação e deverá ter novos desdobramentos a partir da análise do material apreendido e das apurações em curso.
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