A ação foi motivada após o governador de Minas Gerais publicar um vídeo responsabilizando o partido pelas fraudes que causaram prejuízo aos aposentados.
Governador Romeu Zema e o presidente Lula. Foto: Montagem Portal/Divulgação
O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma ação de indenização por danos morais contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), solicitando a remoção de publicações e o pagamento de R$ 30 mil a título de indenização.
A ação foi motivada após Zema publicar em seus perfis no Instagram e no X (antigo Twitter) um vídeo relacionando o partido à fraude do INSS contra os aposentados e pensionistas. Na ação, a legenda aponta que as declarações do governador são ofensivas e prejudicam a imagem do partido.
“As declarações de Zema são falsas e não possuem qualquer embasamento na realidade”, diz o partido. A legenda argumenta ainda que o governador “utilizou de forma irresponsável o alcance da internet para disseminar desinformação e atacar a honra do PT".
O partido diz que “a liberdade de expressão não é absoluta e não pode ser utilizada para propagar ofensas e notícias falsas que prejudiquem a imagem de terceiros”. Por isso, pede, em caráter de urgência, que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) determine a remoção das publicações de Zema nas redes sociais.
“O PT lembra também que, embora o caso de descontos irregulares em aposentadorias e pensões esteja sendo investigado, as informações indicam que os descontos podem ter começado em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Romeu Zema está tentando, de forma maliciosa, associar o PT a esses eventos”, pontua a legenda.
Segundo apuração da coluna de Valdo Cruz, do G1, líderes do governo Lula (PT) estão elaborando um dossiê que associa diretamente a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às fraudes em descontos aplicados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O material vem sendo produzido por técnicos vinculados à base governista no Congresso.
De acordo com os documentos obtidos, o governo Bolsonaro teria permitido que associações envolvidas nos descontos não passassem por um processo de validação. Essa checagem só teria sido prevista para o ano de 2023, o que permitiu a continuidade das irregularidades no sistema de benefícios pagos a aposentados e pensionistas.
O dossiê já inclui um organograma detalhado que mostra a conexão entre assessores da gestão anterior, especialmente da Secretaria de Previdência Social, e a criação de associações atualmente investigadas pela Polícia Federal.
Ainda conforme os dados reunidos, esses assessores, tanto da Secretaria quanto do próprio INSS, teriam atuado para facilitar a criação de entidades como a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec). Essa entidade figura entre as principais suspeitas de envolvimento nas fraudes relacionadas aos descontos indevidos de contribuições nos contracheques dos beneficiários.
O levantamento dos governistas pretende embasar a narrativa de que o esquema teve facilitação ativa durante o governo anterior, com impactos diretos sobre milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.
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Candidato do PT chegou ao local de votação acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad.
Candidato do PL chegou para votar ao lado da esposa Fernanda Bolsonaro, na Escola Municipal Barão Homem de Melo, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.
A eleição de 2026 foi marcada por uma série de medidas judiciais contra informações falsas, especialmente publicações nas redes sociais.
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