Deputado Lindberg Farias e Carla Zambelli. Foto: Montagem/Divulgação/Cãmara dos Deputados
O deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara dos Deputados, pediu ao presidente da Casa legislativa, Hugo Motta (Republicanos), o fim imediato do mandato de Carla Zambelli (PL), que saiu do Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão.
Segundo o petista, ao condenar Zambelli, o STF já havia determinado a perda do mandato da parlamentar e que cabe à Câmara dos Deputados formalizar esta medida.
Lindbergh reforça que o fato de Carla Zambelli ter deixado o Brasil após a condenação e indicado que pretende ficar fora do país, torna mais evidente a impossibilidade da liberal manter o seu mandato.
Prisão e Interpol
Na manhã desta quarta (4), o ministro Moraes decretou a prisão preventiva da deputada. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em sua decisão, Moraes afirma que a deputada tentou "se furtar da aplicação da lei penal". O ministro também mandou bloquear os passaportes de Zambelli e incluir o nome dela na lista de difusão vermelha da Interpol.
A deputada havia anunciado na terça-feira, 3 de maio, que está fora do Brasil e que pretende pedir licença do mandato para viver na Europa e denunciar o STF junto a lideranças da direita internacional. Não há registros da saída dela do País.
Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do Supremo a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, e à perda do mandato pela invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A pena só não começou a ser cumprida porque há recursos pendentes.
A deputada também responde a um processo criminal no STF por perseguir um homem com uma pistola na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Zambelli chegou a afirmar que é "intocável" na Itália.
"Eles vão tentar me prender na Itália, mas eu não temo, porque sou cidadã italiana e lá eu sou intocável, a não ser que a justiça italiana me prenda", disse, em entrevista à CNN Brasil.
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O ex-governador de Pernambuco afirmou que pode retomar as atividades na instituição após cumprir o período de quarentena previsto na legislação.
A fala do petista ocorre em meio a outras iniciativas que buscam atrair as mulheres. Uma delas é o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
O deputado era casado com a parlamentar Fernanda Melchionna, que também pertence à mesma sigla.
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