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PT lança curso para evangélicos, visando aumentar popularidade de Lula: "Fé e Democracia"

Segundo levantamento do instituto AtlasIntel, mais de 80% dos protestantes desaprovam o atual governo.

Everthon Santos

29 de abril de 2025 às 09:08   - Atualizado às 09:08

Presidente Lula com evangélicos.

Presidente Lula com evangélicos. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em maio, o Partido dos Trabalhadores (PT) vai lançar o curso "Fé e Democracia para Evangélicos e Evangélicas", em São Paulo.

A iniciativa, promovida pela Fundação Perseu Abramo, tem como objetivo principal abrir espaço para o diálogo entre militantes petistas e o segmento religioso que mais expressa rejeição ao governo Lula.

Segundo levantamento do instituto AtlasIntel, 80,1% dos evangélicos desaprovam o atual Governo Lula.

O novo curso contará com a participação de figuras públicas ligadas à igreja e ao PT, como a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ). Militante histórica e evangélica, Benedita assumirá papel de destaque nas aulas, que abordarão temas como justiça social, liberdade religiosa, combate à intolerância e o papel da fé na política democrática.

Lideranças do partido acreditam que o afastamento entre o PT e os evangélicos aumentou nas últimas eleições. Parte dessa tensão decorre de campanhas adversárias que associaram, de forma negativa, a imagem do partido a pautas contrárias aos princípios religiosos. Por isso, a legenda decidiu investir em ações formativas, campanhas digitais e materiais educativos voltados a esse público.

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Em 2023, o partido já havia lançado uma cartilha para orientar candidatos petistas sobre como se comunicar com o eleitorado evangélico.

O material apresentou sugestões de abordagem, linguagem adequada e maneiras de alinhar propostas políticas com valores cristãos, sem gerar conflitos.

No mesmo ano, o PT também promoveu um curso mais amplo sobre religião e democracia, que reuniu lideranças religiosas progressistas de várias regiões do país. O novo projeto, agora mais direcionado aos evangélicos, representa uma continuidade dessa estratégia.

Pesquisa de Lula com eleitorado evangélico

A relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os evangélicos segue estremecida. Um levantamento da AtlasIntel, divulgado nesta terça-feira, 11 de fevereiro, mostra que 80,1% desse grupo desaprova a gestão petista. 

Este grupo se tornou o segmento religioso mais crítico ao governo.

Enquanto isso, em todos os outros recortes religiosos, católicos, crentes sem religião, adeptos de outras religiões, agnósticos e ateus, a aprovação do petista supera a desaprovação.

A pesquisa também indica que a popularidade do presidente caiu entre dezembro e janeiro. A aprovação do seu desempenho passou de 47,8% para 45,9%, enquanto a desaprovação subiu de 49,8% para 51,4%.

A resistência dos evangélicos a Lula pode ser explicada por uma série de fatores. Estes fatores incluem o alinhamento de grande parte desse público com pautas conservadoras e a influência de lideranças religiosas que se opõem ao governo. 

Na última eleição, o segmento foi um dos mais favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que frequentemente mobiliza o apoio desse eleitorado.

A pesquisa ouviu 3.125 pessoas entre os dias 27 e 31 de janeiro. Esta pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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