Lula do Bem e Bolsonaro. Foto: Divulgação
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pediu, na segunda-feira, 10 de agosto, a impugnação da candidatura de Célio Morais, conhecido como “Lula do Bem”, à Câmara dos Deputados pelo PL. O político atua como vereador de Jaboticabal, no interior paulista, e também trabalha como médico da Aeronáutica. A manifestação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) questiona principalmente o nome que Célio Morais pretende utilizar na urna.
O procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt argumentou que a expressão escolhida pode criar uma associação entre o candidato e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, segundo a manifestação, a combinação do nome “Lula” com a expressão “do Bem” pode transmitir uma mensagem ideológica e um juízo de valor ao eleitor.
A Procuradoria também destacou que Célio Morais utilizou outro nome de urna quando disputou a eleição para vereador de Jaboticabal, em 2024. O documento cita as regras eleitorais que tratam da escolha dos nomes apresentados pelos candidatos durante as eleições.
O principal ponto do pedido apresentado ao TRE-SP envolve a identificação “Lula do Bem”. Célio Morais ficou conhecido dessa forma depois que sua semelhança física com o presidente Lula ganhou repercussão nas redes sociais.
Na avaliação apresentada pelo procurador Paulo Taubemblatt, o nome pode levar o eleitor a estabelecer uma relação entre Célio Morais e o presidente da República. A manifestação também considera que a expressão “do Bem” acrescenta uma avaliação ao nome utilizado pelo político.
A Procuradoria cita uma resolução da Justiça Eleitoral para sustentar o pedido. A regra estabelece restrições para variações de nomes que coincidam com nomes utilizados por candidatos em eleições majoritárias, com algumas exceções previstas na própria legislação.
O documento também chama atenção para a trajetória eleitoral de Célio Morais. Em 2024, quando disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Jaboticabal, ele utilizou outro nome de urna. Agora, ao tentar disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o vereador pretende utilizar uma identificação que ganhou força depois de sua exposição pública.
O pedido da Procuradoria, portanto, não se concentra apenas no apelido pelo qual Célio Morais ficou conhecido. O órgão também considera a forma como o nome pode ser interpretado pelos eleitores durante a campanha.
Antes de entrar na disputa eleitoral, Célio Morais ganhou destaque nas redes sociais por causa da aparência semelhante à do presidente Lula.
O vereador também participou de um ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2024. A presença chamou atenção justamente pela semelhança física com o petista.
Depois da repercussão nas redes sociais, Célio Morais passou a ser conhecido por Bolsonaro. O vereador também recebeu um convite de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal, para disputar a eleição municipal daquele ano.
Célio Morais acabou eleito vereador de Jaboticabal em 2024. Naquele pleito, porém, ele apresentou outro nome de urna, conforme destacou a Procuradoria Regional Eleitoral na manifestação enviada ao TRE-SP.
O apelido “Lula do Bem” ganhou força posteriormente e passou a fazer parte da identificação pública do político ligado ao PL.
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O assunto ganhou força especialmente por causa da relação pública que a artista manteve com Lula durante as eleições de 2022
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