Entenda os detalhes da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo STF para garantir a ordem pública diante de riscos evidentes.
Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal por decisão do STF(imagem de arquivo). Créditos: Wilton Junior/Estadão Conteúdo/Reprodução
Na manhã deste sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) em Brasília, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação não é o início do cumprimento da pena por condenação, mas uma medida cautelar para garantir a ordem pública diante de um cenário considerado de risco elevado para fuga e instabilidade.
Bolsonaro, que já cumpria prisão domiciliar desde agosto de 2025 por descumprimento de medidas cautelares, foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde permanecerá em uma sala especial reservada para autoridades de alta posição, a chamada “sala de Estado”. No momento da prisão, o ex-presidente reagiu com tranquilidade.
A motivação principal para a prisão preventiva, conforme destacado na decisão de Moraes, foi uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, para ocorrer nas proximidades do condomínio onde Jair Bolsonaro reside. A Polícia Federal avaliou que o evento, programado para a noite deste sábado, poderia ser utilizado para obstruir a fiscalização das medidas cautelares e até mesmo para pressionar as autoridades, gerando risco à ordem pública.
Além disso, a decisão se baseia em relatórios da PF que indicaram descumprimento das medidas impostas ao ex-presidente, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Foi registrada uma tentativa, na madrugada do dia 22, de violar esse equipamento, levantando suspeitas concretas de tentativa de fuga.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela ação penal relacionada à trama golpista e ao planejamento para impedir a transição democrática no Brasil, envolvendo o ataque às instituições republicanas. Desde a condenação, ele cumpre prisão domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica, foi proibido de usar redes sociais, manter contato com diplomatas e acessar embaixadas.
A PF também apontou que Bolsonaro manteve articulações políticas e contatos com aliados, mesmo com restrições judiciais, incentivando mobilizações e influenciando grupos investigados no processo do golpe de Estado. Tais atos contribuíram para a avaliação do risco de fuga e ameaça à ordem pública, base para a prisão preventiva decretada.
O ministro Alexandre de Moraes, que assinou o mandado de prisão preventiva, destacou que a ordem visa proteger a ordem pública diante do potencial uso político da condição de réu por Bolsonaro e seus apoiadores. Moraes ainda ressaltou o respeito à dignidade do ex-presidente ao determinar que a prisão ocorra sem algemas e sem exposição midiática.
Na decisão, foi salientado o risco de fuga elevado, em grande parte estimulado pela vigília convocada por Flávio Bolsonaro, considerada uma tentativa de criar um ambiente de instabilidade institucional.
Desde o início da manhã, a prisão preventiva de Bolsonaro repercute intensamente no cenário político e jurídico brasileiro. A vigília convocada inicialmente para a noite de sábado foi vista pelas autoridades como fator crítico que influenciou a decisão de prisão para evitar tumultos e garantir a fiscalização judicial adequada.
A defesa do ex-presidente, que na sexta-feira pediu prisão domiciliar humanitária alegando problemas de saúde de Bolsonaro, agora enfrenta a situação de uma prisão que não tem prazo definido para terminar, diferente da prisão domiciliar anteriormente concedida.
Bolsonaro continuará respondendo aos processos judiciais relativos à tentativa de ruptura institucional e golpes de Estado. Além disso, com a prisão, seus direitos políticos estão suspensos, e ele ficará inelegível enquanto estiver detido, além de mais oito anos após o cumprimento da pena.
Este episódio marca um novo capítulo nas investigações e processos judiciais envolvendo Jair Bolsonaro e seus aliados, refletindo o esforço das instituições brasileiras em garantir a ordem democrática e o cumprimento da lei. A prisão preventiva desta magnitude mostra a gravidade da situação e o rigor com que o STF e a Polícia Federal atuam para preservar o Estado de Direito.
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