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Lula afirma que: "democracia esta sujeita ao assédio de candidatos a ditadores"

As declarações ocorreram em discurso no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira, 8 de janeiro, durante cerimônia do governo federal em defesa da democracia.

08 de janeiro de 2026 às 14:40   - Atualizado às 14:43

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a democracia está sempre "sujeita ao assédio" de "candidatos a ditadores" e parabenizou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela conduta do processo sobre a trama golpista. As declarações ocorreram em discurso no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira, 8 de janeiro, durante cerimônia do governo federal em defesa da democracia.

A solenidade marca os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, objeto de inquérito que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão. No evento, Lula vetou o projeto que reduz penas aos condenados no âmbito do processo da trama golpista.

"A tentativa do golpe do 8 de janeiro de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia", disse. "Foi graças à firmeza das nossas instituições democráticas que tiveram a garantia de um julgamento justo e todos os direitos reservados", declarou.

O presidente continuou: "Talvez, a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF. Todos eles tiveram amplo direito de defesa. Foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou Powerpoints fajutos".

Na ocasião, Lula disse que, em 8 de janeiro, "inimigos da democracia tentaram demolir" o que ele chamou de "País mais justo e menos desigual", o que ele atribui como resultado do seu governo. Durante o discurso, o presidente voltou a criticar "previsões pessimistas" que, segundo ele, "foram derrotadas". O chefe do Executivo disse ainda que apostas no "negativismo" vão "perder de novo".

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No fim do discurso, Lula afirmou rejeitar quaisquer tipos de ditaduras. "Não aceitamos nem ditadura civil, nem ditadura militar. O que nós queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo."

Estadão Conteúdo 

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