Pernambuco, 17 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Presidente do partido de Pablo Marçal é acusado de ameaça, coação, fraude e suborno

Na ação, a defesa afirmou que os fatos estão desprovidos de elementos mínimos de confiabilidade.

Everthon Santos

28 de agosto de 2024 às 14:10   - Atualizado às 14:15

Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, presidente do PRTB.

Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, presidente do PRTB. Foto: Divulgação

Uma ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sugere crimes de ameaça, coação, fraude e suborno supostamente cometidos por Leonardo Alves Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, contra dirigentes regionais do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), que tem como principal candidato nas eleições municipais deste ano Pablo Marçal, em São Paulo.

A ação foi apresentada pelos integrantes do partido Rachel de Carvalho, Marcos André de Andrade e Moacir Manoel no dia 19 de julho último. Eles tentam, por meio judicial, tirar Avalanche do comando nacional da legenda. Em liminar no começo deste mês, a ministra Cármen Lúcia rejeitou o pedido de imediato. O mérito ainda será analisado.

De acordo com a ação assinada pelos advogados Luís Felipe Cardoso Oliveira e Ingrid Cunha Dantas, "o presidente do partido (Avalanche) ameaçou a sua vice, mulher, e a fez renunciar a seu cargo" e "afirma a quem quiser ouvir ter influência e negociações com figuras importantes do Judiciário e ligação com o crime organizado (PCC), que poderia matá-la ou alguém de sua família".

Procurado, por meio de assessoria, Avalanche não respondeu até a publicação deste texto.

Na ação, a defesa afirmou que os fatos estão desprovidos de elementos mínimos de confiabilidade. Pablo Marçal também foi procurado para se manifestar sobre a acusação contra o presidente de seu partido e padrinho político na legenda, mas também não retornou os contatos até a publicação desta reportagem.

De acordo com os autos, Rachel diz ter começado a montar a chapa para a disputa presidencial da legenda no final de 2023, quando foi procurada por Avalanche para formarem um grupo único. Em fevereiro deste ano, eles venceram a disputa. Contudo, Rachel alega ter sido retirada do diretório. Ela foi procurada para se manifestar sobre a ação, mas não foi encontrada.

Uma mensagem via WhatsApp teria sido encaminhada por Avalanche solicitando urgência para que Rachel renunciasse, por meio de ameaças de morte. "Avalanche fez ameaças de morte a Rachel e para sua família, com o objetivo de conseguir a sua renúncia. E conseguiu", afirmam nos autos. A inicial cita ainda que Avalanche teria montado um grupo para negociar com diretórios do País "posições diretivas no partido e candidaturas para o pleito" deste ano.

Avalanche também, segundo o documento apresentado à Justiça Eleitoral, teria filiado seus adversários em um outro partido para evitar oposição incômoda. Os advogados dizem que foram filiados 77 membros do PRTB no Mobiliza, sem que as pessoas soubessem, para que fossem desfiliados do PRTB. O Estadão confirmou que essas pessoas estão de fato filiadas hoje ao Mobiliza. Os representantes do partido não foram localizados para responder no telefone apresentado pela legenda ao TSE.

Outra ação que tramita no TSE foi movida por Aldineia Fidelix, viúva de Levy Fidelix, então presidente do PRTB. Ela alega que Avalanche não cumpriu acordos para que ela comandasse os diretórios estaduais de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Roraima em um momento de intervenção determinada pela Justiça para pacificar a legenda. A Justiça determinou que Avalanche se manifeste em três dias.

A defesa de Avalanche afirmou nos autos que "em um cenário como o alegado, naturalmente seria o caso de os prejudicados terem se socorrido do Ministério Público para promover a persecução criminal dos fatos ventilados, graves, e não somente após três meses do ocorrido, durante o período de convenções, trazer a lume graves acusações desprovidas de elementos mínimos de confiabilidade".

A peça é assinada pelos advogados Gustavo Bonini Guedes e Thiago Fernandes Boverio. "Como dito, todas as provas são unilaterais, como as atas notariais e boletins de ocorrência, demandando na investigação e eventual comprovação judicial, distante de um valor probatório minimamente seguro a subsidiar quaisquer das alegações tecidas."

'Caos' no PRTB virou destaque nacional

No dia 29 de maio, o Estadão revelou que Tarcísio Escobar de Almeida comandou por três dias o diretório estadual do PRTB em São Paulo. Escobar foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo em 2023 por associação ao tráfico e ao PCC. Avalanche afirmou que foi pressionado pelo advogado Joaquim Pereira de Paulo Neto, que figurou como presidente em São Paulo após a saída oficial de Escobar, a colocá-lo no comando.

Depois de descobrir que Escobar era investigado, Avalanche disse ter tirado o então presidente do partido. No entanto, Joaquim Neto nega a pressão. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Escobar aparece ao lado de Avalanche para uma sessão fotográfica para o partido. A data do vídeo é 29 de maio - pouco mais de dois meses depois da saída oficial de Escobar. Joaquim Neto, Escobar e também Michel Winter, do PRTB de Minas Gerais, romperam com Avalanche sob argumento de descumprimento de acordos.
 

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

17:16, 17 Abr

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Kleber Lucas, cantor gospel
Articulação

Kleber Lucas no PT; cantor gospel é cotado para suplência de Benedita da Silva no senado

Dirigentes do partido avaliam que sua trajetória pode facilitar a interlocução do PT com o eleitorado evangélico, considerado um segmento decisivo para o pleito de outubro

Silvio Costa Filho e Socorro Duarte.
Suporte

Socorro Duarte declara apoio à reeleição de Silvio Costa Filho para deputado federal

A sinalização da vice-prefeita de Lajedo, junto com todo o seu grupo político, veio como gesto de gratidão a todo trabalho que o ex-ministro tem desenvolvido no município nos últimos anos.

Vereador Paulo André, Presidente da Câmara Municipal de Camaragibe e autor do Projeto de lei
Identidade

Vereador Paulo André consegue aprovar mudança de nome do Córrego do Desastre em Camaragibe

O Projeto de Lei 90/2026 altera a denominação da localidade para Córrego da Esperança visando valorizar as famílias residentes.

mais notícias

+

Newsletter