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Presidente da Câmara dos Deputados decide que não vai pautar requerimento de urgência da anistia

Hugo Motta diz que os líderes que representam mais de 400 parlamentares na Casa decidiram que o tema não deveria entrar na pauta.

Jameson Ramos

24 de abril de 2025 às 15:33   - Atualizado às 15:38

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Montagem Portal/Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou nesta quinta-feira, 24 de abril, que o colégio de líderes decidiu adiar a análise do requerimento de urgência do projeto da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro

Segundo Motta, líderes que representam mais de 400 parlamentares na Casa decidiram que o tema não deveria entrar na pauta da próxima semana. Somente PL e Novo defenderam que o pedido deveria ser discutido imediatamente.

De acordo com o presidente da Câmara, o adiamento não significa que não haverá diálogo sobre o tema. Para que a Casa encontre uma saída sobre o assunto "já há uma sinalização, dos líderes que pediram o adiamento, que o diálogo entre os partidos pode avançar para uma solução", indicou.

Motta afirmou que, na Casa legislativa, "ninguém está concordando com penas exageradas ou é a favor de injustiça". "Há um sentimento de convergência de que algo precisa ser feito, se houver injustiça, para que a Câmara jamais seja insensível a qualquer pauta", disse.

Segundo o deputado, o colégio de líderes não debateu a criação de uma eventual comissão especial da anistia.

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Após o pronunciamento de Hugo Motta, o líder da oposição na Casa, deputado Zucco (PL-RS), indicou que a obstrução ensaiada por apoiadores da anistia deve ser retomada. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, sinalizou que esse será o caminho.

"Nossa obstrução é dentro do regimento, não é total. A Casa vai votar pouquíssimo até que se tenha um calendário para o projeto", afirmou. Segundo Sóstenes, a ideia é fazer alterações no texto para restringir o benefício a quem participou de forma comprovada, com vídeos, da depredação do patrimônio.

Como mostrou o Estadão em 2024, o atual texto do projeto de lei da anistia, do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O projeto sob relatoria de Valadares quer anistiar "todos que participaram de eventos subsequentes ou eventos anteriores aos fatos acontecidos em 08 de janeiro de 2023”.

Na quarta-feira, 23 de abril, Sóstenes foi reclamar com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais aliados de Motta, sobre a falta de diálogo do presidente da Câmara com o PL sobre anistia. Ciro disse que logo Hugo daria um prazo a ele.

Sobre a pauta da próxima semana, Motta indicou que deverão ser votados projetos relacionados à educação, além de temas remanescentes. Na segunda-feira, 21 de abril, o presidente da Câmara já havia afirmado preferir "gastar energia" em temas como saúde, educação e segurança em vez da anistia aos presos do 8 de Janeiro.

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