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PP afasta André Fufuca da direção do partido após ministro se recusar a deixar governo Lula

A sigla ainda anunciou que ele deixa a vice-presidência nacional e perderá o comando do partido no Maranhão.

Cami Cardoso

08 de outubro de 2025 às 12:40   - Atualizado às 12:53

PP afasta André Fufuca da direção do partido após ministro se recusar a deixar governo Lula

PP afasta André Fufuca da direção do partido após ministro se recusar a deixar governo Lula Fotos: Pedro França/Agência Senado e Ricardo Stuckert

O PP afastou nesta quarta-feira, 8 de outubro, o ministro do Esporte, André Fufuca, do partido. A decisão foi tomada em razão da permanência dele na pasta. A sigla ainda anunciou que ele deixa a vice-presidência nacional e perderá o comando do partido no Maranhão.

"O Progressistas comunica que, diante da decisão de desobedecer a orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência do partido", diz a nota.

O texto, escrito pelo presidente do PP, Ciro Nogueira, reforça a oposição do partido ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica programática", diz.

No começo do mês de setembro, PP e União anunciaram um desembarque oficial do governo, dizendo que entregariam cargos que possuem na atual gestão de Lula. O presidente do União, Antonio Rueda, deu o prazo de um mês para que correligionários entregassem o cargo.

No último dia 1.º, Ciro Nogueira disse que Fufuca teria que escolher entre a permanência com Lula ou se acataria a decisão do partido de sair do governo.

Já no dia 6, em discurso durante agenda de Lula em Imperatriz (MA), Fufuca disse que cometeu um erro ao apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022 e que vai endossar a campanha à reeleição de Lula no ano que vem, mesmo que esteja com o "corpo amarrado".

"O importante não é justificar o erro, o importante é evitar que ele se repita. Em 2022, eu cometi um erro. Agora, em 2026, pode ser que o meu corpo esteja amarrado, mas a minha alma, o meu coração e a minha força de vontade estarão livres para brigar e ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ser presidente do Brasil", afirmou Fufuca.

Estadão Conteúdo.

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