Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga. Foto: Divulgação
O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias por decisão judicial nesta quinta-feira, 6 de novembro, durante a segunda fase da Operação Copia e Cola, da Polícia Federal. O vice-prefeito, Fernando Neto (PSD), assumirá interinamente a administração municipal.
A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades em contratos da área da Saúde em Sorocaba. Duas pessoas foram presas na ação, entre elas o empresário Marco Silva Mott, amigo do prefeito, apontado como suspeito de atuar como lobista e de lavar dinheiro em diversos contratos firmados pela prefeitura.
Rodrigo Manga, que cumpre agenda em Brasília nesta semana, comentou o afastamento por meio das redes sociais. A Câmara Municipal de Sorocaba também já foi notificada sobre a decisão judicial.
"Acredite se quiser, me afastaram do cargo de prefeito. Eu aqui em Brasília, ontem eu fui em frente o Palácio da Justiça, falei que tem que colocar o Exército na rua, rodei o congresso, os deputados me receberam super bem, falando: 'Manga, cuidado, está aparecendo muito, estão tentando aí'. O que a gente ouve de bastidores é que os caras tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles e você tem sido uma ameaça, tanto na questão do Senado, como em outros cargos. Gente, não deu outra", publicou em suas redes sociais.
Rodrigo Manga já havia sido alvo na primeira fase da mesma operação, realizada em abril deste ano. Na época, agentes federais cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em cidades dos estados de São Paulo e Bahia. A operação tem como alvo uma organização criminosa que, segundo as investigações, atuava por meio de fraudes em contratos com o poder público.
Em Sorocaba, interior paulista, os policiais federais estiveram na sede da Prefeitura, na Secretaria Municipal de Saúde, no gabinete do prefeito Rodrigo Manga, na residência dele e também no Diretório Municipal do partido Republicanos. Os agentes também cumpriram mandados na casa do ex-secretário de Saúde da cidade, Vinicius Rodrigues.
A Polícia Federal revelou que a investigação começou em 2022, após surgirem suspeitas de irregularidades em contratos assinados entre a prefeitura e uma Organização Social (OS). O acordo previa a gestão de ações e serviços públicos de saúde no município.
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Ele estava internado no Hospital João XXIII, em Minas Gerais, para onde foi levado após ser preso no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes.
Alvo da Operação Compliance Zero, pastor e advogado é investigado por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e manipulação financeira.
O banqueiro também mantinha interlocução próxima com dois servidores que ocupavam posições estratégicas no Banco Central (BC).
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