Cicero Lucena Foto: Arquivo pessoal
A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar se o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), foi supostamente beneficiado com a ação de uma organização criminosa que coagiu eleitores durante o pleito do ano passado. As informações são do Antagonista.
Em nota oficial, Lucena negou qualquer ligação com o crime organizado e declarou que “reafirma sua total confiança na Justiça e destaca que tem colaborado integralmente com todos os órgãos de controle em eventuais investigações relacionadas às últimas eleições”.
Segundo a reportagem, a determinação partiu de uma manifestação do juiz eleitoral Bruno Texeira de Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), relator de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije). Com base em manifestações do Ministério Público Federal (MPF), o magistrado entendeu haver elementos para autorizar a abertura de inquérito contra o prefeito.
Em sua manifestação, o procurador regional eleitoral Renan Paes Felix atestou que as apurações da chamada Operação Território Livre identificaram indícios de que facções criminosas, em especial o grupo “Nova Okaida”, teriam atuado para influenciar o pleito em João Pessoa.
O grupo, de acordo com o parecer do MPF obtido com exclusividade por O Antagonista, teria restringido a circulação de adversários em comunidades sob seu domínio e coagido eleitores a apoiar a candidatura à reeleição de Cícero Lucena, em troca de cargos públicos e outros benefícios.
A matéria revela ainda que as investigações apontam o envolvimento da primeira-dama, Maria Lauremília Assis de Lucena, descrita como “interlocutora direta” da facção junto ao poder público municipal.
O parecer do MPF afirma que ela teria intermediado acordos que previam nomeações em cargos comissionados e interferência no cumprimento de penas de detentos ligados à organização criminosa.
Apesar das conclusões, o Ministério Público Eleitoral afirmou que os elementos obtidos até o momento eram insuficientes para apresentar denúncia contra o prefeito. Motivo pelo qual o MPF pediu a intensificação das investigações.
Em nota oficial, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, afirmou que nunca manteve relação com grupos organizados e que não foi denunciado e que acredita na Justiça.
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, reafirma sua total confiança na Justiça e destaca que tem colaborado integralmente com todos os órgãos de controle em eventuais investigações relacionadas às últimas eleições, nas quais foi eleito com 64% dos votos válidos, em um dos pleitos mais tranquilos dos últimos anos.
Cícero Lucena não foi denunciado e jamais manteve qualquer relação com o crime organizado.
Pelo contrário, é o gestor que mais investiu em segurança pública e tecnologia na história da capital paraibana.
As investigações referentes às últimas eleições, que tiveram como alvo a primeira-dama do município e a filha do prefeito, notadamente tiveram o objetivo de, por via transversa, tentar achar elementos contra o prefeito. Nada de concreto foi encontrado e tudo que se tem são “indícios” inconclusivos.
Dessa forma, o prefeito reafirma estar absolutamente tranquilo em relação as acusações infundadas e desconectadas da realidade. E, mais uma vez, vai provar na Justiça sua inocência.
Fonte: O Antagonista
3
05:52, 13 Fev
24
°c
Fonte: OpenWeather
Ela foi autuada por tráfico interestadual de drogas, cujas penas podem chegar até 20 anos de reclusão.
A medida foi adotada diante do risco de fuga depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou o habeas corpus concedido ao artista.
Adriana Albuquerque assume a função com a missão de implementar as diretrizes estratégicas da PF no estado, com foco no enfrentamento ao crime organizado.
mais notícias
+