Pernambuco, 06 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

PF prende acusado de furtar réplica da Constituição durante os atos de 8 de janeiro

Marcelo Fernandes Lima, de 52 anos, foi fotografado erguendo o documento que estava em exibição no prédio da Suprema Corte.

Ricardo Lélis

21 de março de 2025 às 18:44   - Atualizado às 18:44

Homem condenado por furtar a Constituição nos atos de 8 de janeiro.

Homem condenado por furtar a Constituição nos atos de 8 de janeiro. Fotos: Reprodução/ Redes Sociais

A Polícia Federal (PF), com apoio de policiais militares de Minas Gerais, prenderam, na cidade de São Lourenço, o designer Marcelo Fernandes Lima, 52 anos, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por ter participado do ataque antidemocrático aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), em 8 de janeiro de 2023.

A prisão, na quinta-feira (20), foi determinada pelo próprio STF, no âmbito da Ação Penal 2330, que tramita na Corte, em segredo de justiça.

Até a publicação desta reportagem, Lima estava detido no presídio de São Lourenço, onde reside.

Em 8 de janeiro de 2023, dia em que golpistas invadiram e destruíram parte das instalações do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF, em Brasília, Lima foi fotografado erguendo uma réplica da Constituição Federal de 1988 que estava em exibição no prédio da Suprema Corte.

Quatro dias depois, o próprio designer entregou o livro em uma delegacia de Varginha (MG).

Veja Também

Em um primeiro momento, Lima disse ter pego a réplica das mãos de um homem que invadiu o STF e que, segundo o designer, ameaçava destruir o documento.

No início de fevereiro deste ano, o plenário do STF condenou Lima por participação na tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, além de associação criminosa armada, deterioração do Patrimônio tombado, dano qualificado e outros crimes pelos quais o designer foi acusado.

Para o STF, o homem furtou a réplica da Constituição e integrava um grupo que tinha intenção de derrubar o governo recém-empossado, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo praticado, conforme argumento da Procuradoria-Geral da República (PGR), um crime de autoria coletiva.

Defesa

O advogado David Soares Mendes, que defende Lima, refuta as acusações. Para ele, seu cliente é um “perseguido político” cuja prisão não se justifica.

Segundo a defesa, a revogação da liberdade provisória e consequente prisão preventiva “foi uma surpresa e causou indignação”. 

"Nunca houve risco de fuga. Ele estava em casa. Inclusive, a PF chegou a divulgar [sem mencionar o nome de Lima] que o homem preso estava foragido. É uma mentira deslavada. Ele foi preso usando tornozeleira eletrônica”, disse o advogado, 

Mendes também questionou o fato de o processo continuar em segredo de justiça.

“Para que isto se o Marcelo já foi condenado?”, concluiu o advogado, que esperava pela realização de audiência de custódia a fim de decidir o que fazer para tentar obter a soltura de seu cliente.

Agência Brasil

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

12:42, 06 Out

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agentes da Polícia Federal.
Operação

PF recolheu R$ 2,8 milhões em bens e conduziu 204 pessoas por crimes eleitorais no primeiro turno das eleições

Segundo a corporação, até às 23h59 deste domingo (4) foram instaurados 1.337 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026.

Embaixada dos Estados Unidos
Eleições

Polícia Federal descarta ameaças ou planos de ataque contra embaixadas

Na última sexta-feira (2), as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil anunciaram a suspensão dos serviços consulares em todas as cidades com atendimento presencial, alegando questões de segurança.

FICCO/PE localiza e prende foragido do sistema prisional do Distrito Federal em Jaboatão
Operação

Polícia Federal apreende mais de R$ 357 mil e mira influência de crime organizado nas eleições

Diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que ocorrências registradas não comprometeram a votação e mantém atenção especial para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral.

mais notícias

+

Newsletter