Segundo as autoridades, as pessoas envolvidas no crime utilizavam empresas para movimentar altos valores ilícitos, com a realização de operações financeiras de alto valor.
Viatura da Polícia Federal. Foto: PF/Divulgação
Na manhã desta quinta-feira, 26 de março, a Polícia Federal (PF) cumpre mandados em São Paulo e Santa Catarina, no âmbito da Operação Narco Azimut, que investiga mais profundamente uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A ação acontece na capital paulista, em Santos, Ilhabela, Taboão da Serra e também em Balneário Camboriú (SC).
Em operações anteriores – Narco Bet e Narco Azimut – a PF identificou um esquema criminoso que lidava com dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos no Brasil e no exterior.
Segundo as autoridades policiais, as pessoas envolvidas no crime utilizavam empresas para movimentar altos valores ilícitos, com a realização de operações financeiras de alto valor e movimentações com criptomoedas.
A Justiça já determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 934 milhões. Também proibiu movimentação empresarial e de transferência de bens ligados às atividades criminosas.
As autoridades policiais atuam com 60 agentes federais que cumprem 26 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária.
Pelo menos 50 agentes da Polícia Federal cumprem 26 mandados de busca e apreensão e prisão temporária. Deste montante, 10 mandados de prisões estão sendo cumpridos e, até as 8h desta quinta (26), sete envolvidos haviam sido detidos. Todos os documentos foram expedidos pela 5º Vara Federal em Santos, São Paulo.
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã da quarta-feira, 25 de março, a 23ª Operação de Repressão Qualificada de 2026, batizada de “KÝMA”. A ação tem como foco investigar e desarticular um grupo suspeito de envolvimento em fraudes em concursos públicos e lavagem de dinheiro.
A operação está vinculada à Diretoria Integrada Especializada e conta com a coordenação do delegado Júlio César Pinheiro, que atua como adjunto da 1ª Delegacia de Combate ao Crime Organizado. A unidade integra o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, responsável por investigações desse tipo no estado.
As investigações começaram em dezembro de 2025. Desde então, a polícia trabalha para identificar os integrantes do grupo e entender como funcionava o esquema. A apuração aponta para uma organização criminosa que atuava tanto na manipulação de concursos públicos quanto na movimentação de recursos financeiros de forma irregular.
Na ação, os policiais cumprem 11 mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão domiciliar. A Justiça também autorizou o bloqueio de ativos financeiros ligados aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 15ª Vara Criminal da Capital.
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A suspeita surgiu após investigadores identificarem uma coincidência entre repasses feitos pelo "Careca do INSS" a uma empresa ligada a uma amiga do filho do presidente.
Esquema envolvia obtenção de provas, envio de respostas e intermediação de gabaritos. De acordo com a PF, o grupo teria atuado em diferentes seleções.
O detido encontra-se em processo final de exclusão dos quadros da corporação. Contra ele, haviam dois mandados de prisão preventiva.
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