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Operação da PF mira PMs, CACs e empresários suspeitos de envolvimento em organizações criminosas em Pernambuco e na Bahia

Esses armamentos são frequentemente utilizados em assaltos a carros fortes e instituições financeiras, além de ações denominadas domínio de cidades.

Gabriel Alves

21 de maio de 2024 às 09:58   - Atualizado às 10:20

Armamento e munições apreendidas na operação.

Armamento e munições apreendidas na operação. Armamento e munições apreendidas na operação.

A Polícia Federal (PF) da Bahia deflagrou nesta terça-feira, 21 de maio, a "Operação Fogo Amigo", que desmantelou uma grande organização criminosa envolvendo policiais militares dos Estados da Bahia e Pernambuco, CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), e comerciantes de armas e munição.

A investigação revelou um esquema multimilionário de venda ilegal de armas e munições para facções criminosas na Bahia, Pernambuco e Alagoas. Até agora, 18 pessoas foram presas.

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Detalhes da investigação

A apuração identificou que uma grande quantidade de munições e armamentos foi desviada para facções criminosas através de um esquema fraudulento, inserindo informações falsas nos sistemas oficiais de controle e fiscalização.

Um sargento da PM de Petrolina (PE) movimentou aproximadamente R$ 2,1 milhões entre 2021 e 2023, valor considerado incompatível com seus rendimentos como sargento.

Um dos investigados, que firmou acordo de delação premiada, revelou que o grupo vendia cerca de 20 armas de fogo por mês. A operação da PF também determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de venda de material bélico.

Participação das Forças de Segurança

Mais de 300 Policiais da PF, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia e Pernambuco, promotores do Gaeco da Bahia e Pernambuco, além de integrantes do Exército, participam da operação.

A decisão judicial que autorizou a operação revelou que a quebra de sigilo telefônico e telemático dos investigados mostrou uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo, incluindo armas de uso restrito como fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas.

Uso de armamentos em crimes

Esses armamentos são frequentemente utilizados em assaltos a carros fortes e instituições financeiras, além de ações denominadas domínio de cidades, modalidade conhecida como novo cangaço. A investigação apontou que a falsificação de Certificados de Registro de Arma de Fogo (Crafs) foi uma prática comum para obter armamentos em lojas regulares.

Funções dos investigados

Alguns investigados desempenhavam papéis específicos na organização criminosa:

  • Um dos investigados, junto com sua companheira, era responsável pelo envio de armas para Eunápolis (BA), Porto Seguro (BA) e Juazeiro (BA). Ele realizou 25 transações via PIX, somando R$ 77.150,00, enquanto sua companheira transferiu R$ 108.910,00 em 65 dias para um comerciante de armas;
  • Um policial militar investigado movimentou R$ 2,7 milhões e comprou armas e munições em Salvador;
  • Outro alvo fornecia munições de fuzil 556 e fuzil 762;
  • O proprietário da loja Comercial Taurus de Arapiraca (AL) recebeu cerca de R$ 700 mil em um ano de um dos investigados pelo tráfico de armas;
  • Os proprietários da loja Universo Militar de Juazeiro (BA) também foram apontados como comerciantes ilegais de armas e munições.

Consequências legais

Os investigados responderão por crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas que podem chegar a 35 anos de reclusão.

A operação da PF foi denominada "Fogo Amigo" porque os policiais integrantes da organização criminosa vendiam armas e munições de forma ilegal para criminosos faccionados, que as utilizavam contra os próprios órgãos de segurança pública.

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