Lula e sua ex-nora Carla Ariane Trindade. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil e Arquivo pessoal)
Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi alvo da Operação Coffee Break da Polícia Federal (PF) na quarta-feira, 12 de novembro.
De acordo com a corporação, a mulher, ao lado do empresário Kalil Bittar, fraudaram licitações e desvio de dinheiro público no Ministério da Educação (MEC).
Segundo a PF, ambos atuaram para liberar recursos públicos em benefício da empresa Life Tecnologia Educacional, contratada por prefeituras do interior de São Paulo para o fornecimento de kits e livros escolares.
As investigações apontam que parte dos contratos teria sido superfaturada, com desvio de verbas para empresas de fachada.
A operação, autorizada pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP), cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de Carla Ariane e Kalil Bittar, além de determinar a apreensão dos passaportes de ambos. O empresário André Mariano, dono da Life Tecnologia, foi alvo de mandado de prisão preventiva.
De acordo com os investigadores, a Life recebeu cerca de R$ 70 milhões de três prefeituras paulistas. Em uma agenda apreendida com Mariano, o nome de Carla aparecia acompanhado da palavra “Nora”, em referência ao antigo vínculo familiar com o presidente Lula. A PF acredita que esse relacionamento teria sido usado para intermediar vantagens indevidas junto ao governo federal.
A decisão judicial que autorizou a operação destaca que há indícios de atuação de Carla dentro do governo federal em defesa de interesses privados relacionados ao empresário investigado.
Até o momento, nem a defesa dos envolvidos nem o Palácio do Planalto se manifestaram oficialmente sobre o caso. A PF segue analisando documentos e registros financeiros apreendidos para identificar o destino final dos recursos desviados e o grau de participação de cada investigado.
A Operação Coffee Break faz parte de uma série de ações recentes da PF voltadas ao combate à corrupção e ao uso indevido de verbas da Educação, um dos setores mais sensíveis e com maior impacto social no país.
3
05:54, 13 Fev
24
°c
Fonte: OpenWeather
Ela foi autuada por tráfico interestadual de drogas, cujas penas podem chegar até 20 anos de reclusão.
A medida foi adotada diante do risco de fuga depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou o habeas corpus concedido ao artista.
Adriana Albuquerque assume a função com a missão de implementar as diretrizes estratégicas da PF no estado, com foco no enfrentamento ao crime organizado.
mais notícias
+