Lulinha e o Careca do INSS. (Fotos: Reprodução/ Redes Sociais e Carlos Moura/Agência Senado)
O operador do esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, prepara uma proposta de delação premiada.
Preso desde 12 de setembro do ano passado, ele busca negociar um acordo com as autoridades. As informações são do site Metrópoles.
De acordo com apuração da coluna da jornalista Andreza Matais, a disposição de Antunes em colaborar com as investigações aumentou após familiares passarem a ser alvos dos investigadores, especialmente depois da prisão de seu filho, Romeu Carvalho Antunes. Ele foi detido em dezembro do ano passado, acusado de atuar como braço direito do pai no esquema.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS também mira Tânia Carvalho dos Santos, esposa de Antunes. No ano passado, parlamentares aprovaram um requerimento para ouvi-la, mas a oitiva ainda não foi marcada, o que teria irritado o operador do esquema.
Nas últimas semanas, segundo a coluna, o Careca do INSS se reuniu com advogados para formalizar uma proposta de delação.
Ele estaria disposto a relatar supostos negócios envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Interlocutores afirmam que as operações envolveriam lobby nas áreas de educação e saúde, além do próprio esquema relacionado ao INSS.
O relator das investigações no Supremo Tribunal Federal é o ministro André Mendonça, o mesmo que ficará responsável pela relatoria do caso do Banco Master após a saída do ministro Dias Toffoli.
Apesar das movimentações, negociadores avaliam que não há garantia de aceitação da proposta de delação. O Ministério Público, por exemplo, já recusou acordos semelhantes, como o de Beto Louco, investigado em um esquema de corrupção envolvendo adulteração de combustíveis.
A Polícia Federal (PF) investiga citações ao nome como Lulinha, no contexto das apurações sobre um esquema bilionário de desvios envolvendo salários de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a PF, menções diretas e indiretas a Lulinha surgiram a partir de depoimentos e de materiais apreendidos durante operações de busca e apreensão realizadas no curso das investigações, que ainda estão em andamento.
Os investigadores apuram a suspeita de que Lulinha teria mantido uma sociedade oculta, por meio de uma empresária identificada como Roberta, com Antonio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais envolvidos no esquema.
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As apurações apontam que podem ter ocorrido crimes de frustração ao caráter competitivo da licitação, corrupção passiva, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Sete policiais militares alvos da operação foram presos e encaminhados à unidade prisional da corporação em Niterói.
Artista cumpriu multa, serviços comunitários e outras medidas previstas em acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República.
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