Ex-presidente, Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR
A Polícia Federal concluiu que o pen drive localizado no banheiro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, não tem relevância para o andamento da investigação em curso. O dispositivo foi apreendido durante uma operação realizada na última sexta-feira, 18 de julho, em endereços ligados ao ex-presidente.
A ação contou com mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, os agentes encontraram, além do pen drive, a quantia de US$ 14 mil em espécie e R$ 8 mil em dinheiro vivo.
De acordo com o laudo pericial divulgado pela PF, o conteúdo do dispositivo de armazenamento não apresenta informações importantes para as investigações atuais. A corporação, no entanto, não revelou o que foi encontrado no interior do pen drive.
A operação da Polícia Federal faz parte do inquérito que apura uma suposta tentativa de interferência nas instituições brasileiras. O foco da investigação está voltado para possíveis articulações de Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com autoridades estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos.
O inquérito menciona a tentativa de obter apoio internacional para questionar decisões do Supremo Tribunal Federal. Segundo os investigadores, pai e filho teriam atuado, de maneira consciente, com a intenção de pressionar a Justiça brasileira por meio de articulações com representantes de outro país. O objetivo, conforme a PF, seria usar essas relações para embasar um discurso de perseguição no exterior e enfraquecer a atuação do STF.
Como parte das medidas impostas por Moraes, Bolsonaro enfrenta atualmente uma série de restrições. O ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais, deve cumprir recolhimento domiciliar noturno, não pode sair de casa nos fins de semana e também está impedido de manter contato com outros investigados no processo, incluindo seu próprio filho, Eduardo Bolsonaro.
Além da casa do ex-presidente, os policiais também cumpriram mandados de busca na sede do Partido Liberal (PL). A legenda tem servido como uma espécie de base política para Bolsonaro desde o fim do seu mandato.
Após a operação, Bolsonaro se manifestou sobre o pen drive. Em declaração à imprensa, ele disse que não sabia da existência do dispositivo e que nunca havia mexido em um.
“Uma pessoa pediu para usar o banheiro. Quando voltou, estava com o pen drive na mão. Eu nunca abri um pen drive na minha vida. Eu nem tenho laptop em casa para mexer com isso. A gente fica preocupado”, afirmou o ex-presidente.
Mais tarde, Bolsonaro amenizou o tom e disse que não estava insinuando nada. Ele declarou que ficou surpreso com o episódio e mencionou a possibilidade de o objeto pertencer à sua esposa.
“Vou perguntar para a minha mulher se o pen drive era dela”, disse ele a jornalistas.
A operação da PF também integra a Ação Penal nº 2668, que investiga uma possível tentativa de golpe por parte de aliados do ex-presidente. A investigação analisa se houve ações coordenadas para deslegitimar o processo eleitoral e o funcionamento das instituições brasileiras.
O STF, por meio de Moraes, determinou que 191 pessoas, incluindo parlamentares, assessores e aliados próximos, fiquem proibidas de se comunicar entre si durante o andamento do inquérito.
A Polícia Federal segue com as apurações e não descarta novos desdobramentos relacionados às movimentações do ex-presidente e seus aliados. O caso segue sob sigilo em relação a detalhes específicos do conteúdo apreendido
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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