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Polícia Civil investiga possível ESQUEMA DE RACHADINHA na CÂMARA DE VEREADORES DO IPOJUCA

Ao todo, foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão domiciliar.

Everthon Santos

05 de novembro de 2024 às 09:20   - Atualizado às 09:21

Câmara Municipal do Ipojuca.

Câmara Municipal do Ipojuca. Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Pernambuco está investigando um possível esquema de "rachadinha", quando um trabalhador devolve parte de seu salário a seu superior, na Câmara de Vereadores do Ipojuca. Nesta terça-feira, 5 de novembro, a corporação cumpriu a 55ª Operação de Repressão Qualificada de 2024, batizada de "Fetta".

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A ação, liderada pela Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e coordenada pelo delegado Breno Maia, titular da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1ª DECCOR), é parte de um esforço contínuo do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) para desmantelar esquemas de corrupção no estado.

Sobre a operação

Iniciada em janeiro de 2023, a investigação mirou uma organização criminosa especializada em crimes de peculato e lavagem de dinheiro, que desviava recursos e tentava ocultá-los em operações ilegais.

Ao todo, foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão domiciliar, todos emitidos pela Vara Criminal de Ipojuca, região onde os crimes investigados teriam ocorrido. Os mandados sendo cumpridos em Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Recife, Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia).

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Esses mandados foram cumpridos com o apoio de 150 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, com reforço do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil de Pernambuco. O papel da Diretoria de Inteligência (DINTEL) também foi essencial, provendo apoio técnico e logístico para que a operação fosse realizada com precisão e segurança.

O esquema investigado vinha sendo rastreado há quase dois anos. Desde o início da investigação, a Polícia Civil se dedicou a identificar os envolvidos e a rastrear o fluxo de dinheiro, que seria utilizado pela organização criminosa para lavagem de capital desviado.

A prática de peculato, pela qual funcionários públicos se aproveitam do cargo para apropriar-se de bens ou recursos, é o principal foco da investigação. Através da lavagem de dinheiro, o grupo buscava ocultar a origem ilícita dos valores obtidos por meio de fraudes, dificultando o rastreamento dos recursos pelos órgãos de controle.

Embora detalhes mais específicos ainda não tenham sido divulgados, a Polícia Civil informou que em breve fornecerá mais informações sobre os desdobramentos e resultados da Operação Fetta.

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