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Plano para executar Lula e Alckmin foi discutido na casa de Braga Netto em 2022, diz PF

A reunião foi confirmada pelo general Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e atualmente colaborador da Justiça.

Gabriel Alves

19 de novembro de 2024 às 11:53   - Atualizado às 12:08

General Braga Netto.

General Braga Netto. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) revelou detalhes sobre um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), discutido em 12 de novembro de 2022, após a vitória sobre Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais. A reunião ocorreu na residência do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro.

A reunião foi confirmada pelo general Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e atualmente colaborador da Justiça. As informações foram corroboradas por materiais apreendidos com o general de brigada Mario Fernandes, preso nesta terça-feira, 19 de novembro.

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Além de Braga Netto, participaram do encontro Mauro Cid e os majores Hélio Ferreira Lima e Rafael de Oliveira. Ambos foram presos sob suspeita de, junto com Fernandes, planejar o assassinato de Lula e Alckmin. As execuções estavam previstas para 15 de dezembro de 2022.

Detalhes do plano

De acordo com a Polícia Federal, após a reunião, o major Rafael de Oliveira enviou a Mauro Cid um documento intitulado "Copa 2022". O arquivo detalhava as necessidades de logística e orçamento para ações clandestinas, incluindo a execução de líderes políticos.

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O plano previa o uso dos "kids pretos", um grupo de elite do Exército, do qual faziam parte militares envolvidos na conspiração.

Monitoramento de Alexandre de Moraes

Outro ponto crucial investigado pela PF é que, após o encontro, teve início o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes, relator de diversas investigações contra Bolsonaro, também seria alvo do grupo.

Papel de Braga Netto no governo Bolsonaro

Braga Netto foi um dos pilares do governo Bolsonaro, ocupando cargos como ministro-chefe da Casa Civil e ministro da Defesa. Em 2022, ele foi escolhido como candidato a vice-presidente na chapa que tentou a reeleição.

Segundo a Polícia Federal, Braga Netto é apontado como um dos principais articuladores da tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota eleitoral. Investigadores acreditam que o general dificilmente escapará de um indiciamento no inquérito que apura os atos golpistas.

A operação da PF e as prisões dos envolvidos são passos decisivos para esclarecer a dimensão das conspirações contra a democracia brasileira no período pós-eleitoral.

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