Lula e Ministro da Educação Camilo Santana Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo federal deve avançar nos próximos dias nas discussões sobre o reajuste do piso salarial dos professores da educação básica. A confirmação aconteceu nesta segunda-feira, 19 de janeiro, quando o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que uma reunião com o presidente da República deve ocorrer ainda nesta semana para tratar do tema e definir um novo percentual de correção.
Segundo o ministro, o Executivo busca ajustar o índice previsto atualmente para garantir mais previsibilidade aos estados e municípios, responsáveis pelo pagamento do piso. A expectativa é que o anúncio oficial aconteça nos próximos dias, após consenso interno já construído na semana anterior.
Pela regra em vigor, o reajuste do piso salarial dos professores em 2026 ficaria em apenas 0,37%. Esse percentual representaria um acréscimo mensal de R$ 18, elevando o valor de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78. O índice provocou reação negativa de entidades ligadas à educação, que consideraram o aumento insuficiente diante do cenário econômico recente.
Representantes do setor destacaram que o percentual previsto fica bem abaixo da inflação de 2025, que encerrou o ano em 4,26%. A diferença reforçou o argumento de que o cálculo atual não acompanha a perda do poder de compra dos profissionais da educação.
Diante da repercussão, o governo federal passou a discutir mudanças na forma de cálculo do piso salarial. Na semana passada, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se reuniu com entidades sindicais para ouvir demandas e buscar alternativas que atendessem às reivindicações da categoria.
Camilo Santana reforçou que a intenção do governo é corrigir a situação ainda neste início de ano. O ministro explicou que o objetivo central é oferecer segurança jurídica e orçamentária aos gestores estaduais e municipais, evitando impactos inesperados nas contas públicas.
No início do mês, o ministro da Educação, Camilo Santana, já havia indicado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a edição de uma medida provisória para alterar o cálculo do piso salarial. A proposta permitiria que o novo modelo passasse a valer retroativamente a janeiro, com posterior análise pelo Congresso Nacional.
Caso a medida avance, o novo percentual poderá substituir o reajuste mínimo atualmente previsto. A definição deve ocorrer após a reunião anunciada para esta semana, que deve consolidar a posição final do governo sobre o tema.
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