Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) retomou as negociações para um possível acordo de delação premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito da operação Compliance Zero.
A corporação informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, que pretende discutir novos termos para uma eventual colaboração.
A proposta inicial apresentada pela defesa de Vorcaro havia sido rejeitada formalmente pela PF na semana passada. Após a negativa, o advogado José Luís Oliveira, conhecido como Juca, deixou a defesa do ex-banqueiro. Para avançar nas tratativas, Vorcaro deverá assinar um novo termo de confidencialidade.
A atual equipe de defesa, liderada pelo advogado Sergio Leonardo, trabalha agora em uma reformulação da proposta para atender às exigências apontadas pelos investigadores. Enquanto isso, a versão anterior do acordo continua em análise na Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com fontes ligadas às negociações, a PF entendeu que a proposta rejeitada não trouxe informações inéditas em relação ao material já reunido pela investigação e também teria omitido nomes considerados relevantes pelos investigadores.
As transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para fundos de investimento ligados ao Banco Master dependiam da atuação política do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), segundo a Polícia Federal (PF).
Na manhã da última terça-feira, 26 de maio, Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão na oitava fase da Operação Compliance Zero sob suspeita de manter "vínculo próximo" e "alinhamento político" com o banqueiro Daniel Vorcaro, termos usados pela PF no pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para autorizar a operação.
A defesa de Castro não se manifestou sobre as diligências até a publicação desta matéria.
A decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou as diligências, aponta que Cláudio Castro "exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes do Rioprevidência no Banco Master".
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Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".
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