Pernambuco, 02 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

PF investiga suspeita de R$ 35 milhões de Vorcaro ligado a Dias Toffoli, em paraíso fiscal, diz revista

O documento da PF foi mantido em sigilo há sete meses sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça

Romildo Lacerda

11 de setembro de 2026 às 12:39   - Atualizado às 12:39

Dias Toffoli, ministro do STF e Daniel Vorcaro, banco master

Dias Toffoli, ministro do STF e Daniel Vorcaro, banco master Foto: Divulgação/STF/Divulgação

Um relatório da Polícia Federal (PF) indica a suspeita de que o ministro Dias Toffoli seja o "beneficiário final" ou "proprietário de fato" do fundo de investimento Arleen, que recebeu repasse de R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O documento da PF foi mantido em sigilo há sete meses sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e revelado pela revista Piauí na sexta-feira, 10 de setembro.

Segundo o relatório, o repasse de R$ 35 milhões, revelado ainda em fevereiro pelo Estadão, teria ido parar nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe, por meio de uma transação com a holding Egide I.

O ministro já negou ter amizade com o banqueiro ou ter recebido valores dele. Procurado pelo Estadão na manhã desta sexta-feira (11), ainda não se manifestou sobre a posse de recursos no exterior.

Segundo o relatório, o fundo Arleen era sócio do resort Tayayá, no interior do Paraná, ligado à família de Toffoli e pertencia a Vorcaro, mas mudou de proprietário, sendo assumido por um empresário amigo do ministro do STF. Meses depois, transferiu seus ativos para o paraíse fiscal no Caribe.

Veja Também

Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos", afirma o relatório revelado pela revista.

Como mostrado pelo Estadão, o ministro é sócio da empresa Maridt, que tinha participação societária em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte de sua participação a fundos de investimento que tinham Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro, como acionista.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro. "Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim", escreveu o banqueiro. O cunhado respondeu: "Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim".

Meses depois, em agosto de 2024, Vorcaro novamente relatou ao cunhado as cobranças de pagamentos. "Aquele negócio do Tayayá não foi feito?", perguntou o banqueiro. Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

Por causa disso, Vorcaro se irritou. "Cara, me deu um p*** problema. Onde tá a grana?", afirmou ao cunhado. Zettel respondeu: "No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele". Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. "Me fala tudo que já foi feito até hoje". Zettel, então, respondeu: "Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões".

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

04:21, 02 Out

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Homem jogou mochila suspeita em parada de ônibus.
Detido

Homem é preso ao tentar invadir sede do STF e jogar mochila suspeita em parada de ônibus

Neste momento, a Policia Militar do Distrito Federal realiza uma operação com equipes do esquadrão anti-bomba.

Flávio Bolsonaro.
Decisão

Flávio Bolsonaro desiste de ir ao debate da Globo e cita 'censura do TSE'

Com a desistência, os dois principais candidatos presidenciais chegarão à votação do primeiro turno sem ter participado de nenhum debate.

Lula e Flávio Bolsonaro.
Levantamento

Datafolha: Lula tem 42% e Flávio Bolsonaro soma 38% no 1º turno, aponta pesquisa

O instituto ouviu 2.506 pessoas de 16 anos ou mais entre 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

mais notícias

+

Newsletter