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PESQUISA mostra que JOVENS veem alguns políticos como INFLUENCIADORES digitais

O estudo também aponta que, apesar dessa relação mais próxima com os políticos, a juventude brasileira demonstra uma certa "fadiga política".

Ricardo Lélis

30 de dezembro de 2024 às 17:08   - Atualizado às 17:08

MEC quer proibir uso de celulares em sala de aula.

MEC quer proibir uso de celulares em sala de aula. Foto: Guilherme Oliveira/ Divulgação/ Prefeitura do Rio de Janeiro

Uma pesquisa intitulada "Influenciadores, jovens e política na América Latina", realizada pelo InternetLab, revela que uma parcela significativa dos jovens brasileiros enxerga políticos como influenciadores digitais, com destaque para figuras como Jair Bolsonaro (PL) e Nikolas Ferreira (PL-MG).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é destaque entre os políticos mais seguidos por essa parcela da população.

Segundo os dados do levantamento, 27% dos jovens entrevistados consideram alguns políticos como influenciadores, especialmente aqueles que estão presentes e se comunicam de forma direta nas redes sociais, como Instagram e TikTok, como é o caso de Bolsonaro e Nikolas Ferreira.

Para essa geração, a política se estende ao universo digital, onde os líderes têm a oportunidade de construir uma relação mais pessoal e direta com o público.

Bolsonaro e Nikolas Ferreira são os únicos políticos que aparecem dentre os 85 perfis mais citados espontaneamente pelos jovens sobre "influenciadores" que seguem e com quem se identificam.

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Mas quando os entrevistados são questionados sobre quais políticos eles mais seguem, o presidente Lula aparece em 42%, à frente de Bolsonaro, com 30%, e Nikolas Ferreira, com 23%

A pesquisa foi realizada em 2023, antes da ascensão política do influenciador Pablo Marçal, que ficou em terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo em outubro de 2024.

O estudo também aponta que, apesar dessa relação mais próxima com os políticos, a juventude brasileira demonstra uma certa "fadiga política".

Cerca de 40% dos jovens afirmam evitar discussões sobre política nas redes sociais, mesmo que, paradoxalmente, 29% reconheçam que essas discussões influenciam suas opiniões.

Outro dado relevante é a crescente dificuldade de discernir informações nas redes sociais.

Uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil em parceria com a Unesco, divulgada em 2023, aponta que 43% das crianças e jovens de 9 a 17 anos no Brasil não sabem checar se uma informação está correta.

A pesquisa conclui que a relação entre influenciadores e seus seguidores é construída em torno da proximidade e autenticidade, com a vida pessoal dos criadores sendo uma parte central de seu conteúdo.

"Essa percepção de autenticidade é fundamental para manter o engajamento, e qualquer sinal de artificialidade ou manipulação política pode levar ao afastamento dos jovens. Esse vínculo de confiança, aliado ao humor frequente no conteúdo produzido, cria uma plataforma onde influenciadores se tornam poderosos formadores de opinião", ressalta o texto.

Estadão Conteúdo

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