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Peso argentino é a moeda que mais valorizou no mundo em 2024

Sob a gestão de Milei, pela primeira vez em 13 anos, o país terá um ano em que arrecadou mais do que gastou.

Everthon Santos

31 de dezembro de 2024 às 09:23   - Atualizado às 09:23

Javier Milei.

Javier Milei. Foto: Reprodução/Instagram

O peso argentino foi a moeda que mais se fortaleceu em termos reais este ano, com valorização de 44,2% ajustada pela inflação, na casa dos três dígitos.

A análise que leva em conta uma série de parceiros comerciais de Buenos Aires, feita pela consultora GMA Capital e publicada pelo Financial Times, mostra ainda que o real teve o pior desempenho entre as moedas comparadas.

O peso superou com folga a lira turca, que aparece na sequência com valorização de 21,2%. A moeda brasileira, por sua vez, aparece em último lugar, com desvalorização acima dos 10% em meio à disparada do dólar.

A valorização do peso contribuiu para a popularidade do presidente Javier Milei, que chegou ao final do seu primeiro ano na Casa Rosada aprovado por 56% dos argentinos, apesar dos efeitos colaterais da política econômica. Após anos em queda, a média dos salários em dólares no mercado paralelo quase dobrou para US$ 990 (equivalente a R$ 6.129).

Pela primeira vez em 13 anos, a Argentina terá um ano em que arrecadou mais do que gastou. Depois de registrar superávit de 357 bilhões de pesos em novembro (cerca de US$ 337,43 milhões), 11° mês consecutivo de resultado positivo, o governo espera encerrar o ano com um superávit primário correspondente a cerca de 1,9% do PIB.

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Com a moeda forte, os preços em dólar também subiram. A reportagem do FT aponta como exemplo o Big Mac, que foi de US$3,80 para US$ 7,90 no período de um ano. E economistas ouvidos pelo Financial Times destacaram que há dúvidas sobre a sustentabilidade dos preços altos.

Os efeitos da valorização também foram sentidos nos custos trabalhistas. E o temor é de que o "super peso" impacte na competitividade das exportações, que costumam se beneficiar do câmbio desvalorizado.

A tendência de alta para a moeda argentina foi verificada tanto no câmbio oficial, definido pelo governo, quanto na cotação paralela - recurso dos argentinos que buscam driblar as restrições para compra de dólares. O Financial Times notou que discrepância entre as taxas caiu de cerca de 200% para 20% este ano, como resultado da confiança no governo e de políticas que facilitam a conversão para exportadores. Isso reduziu a pressão pela desvalorização da moeda.

Assim que chegou à Casa Rosada, o economista Javier Milei desvalorizou o peso em 54% para aproximar a cotação oficial das avaliações do mercado. O libertário, no entanto, manteve os controles do governo sobre o câmbio e a flutuação do peso, que promete retirar até o ano que vem, quando a moeda argentina será colocada à prova.

Até aqui, Milei tem mantido o peso estável mesmo com a inflação anual de 112%. Analistas ouvidos pelo FT alertam que a valorização da moeda tem um custo. O Banco Central da Argentina precisou despejar dólares no mercado para manter o peso forte e encontra dificuldades para repor as reservas.

Além disso, choques externos como a rápida depreciação do real e a temida guerra tarifária entre Estados Unidos e China podem tornar o peso vulnerável a quedas repentinas.
 

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