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"Pensar em matar alguém, isso não é crime", diz Flávio Bolsonaro sobre operação da PF

O senador se manifestou em suas redes sociais sobre a operação da Polícia Federal que prendeu integrantes de uma organização criminosa acusada de planejar as mortes de Lula, Alckmin e Moraes.

Isabella Lopes

19 de novembro de 2024 às 15:19   - Atualizado às 15:19

Senador Flávio Bolsonaro.

Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Nesta terça-feira, 19 de novembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou em suas redes sociais sobre a operação da Polícia Federal (PF) que prendeu integrantes de uma organização criminosa acusada de planejar as mortes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Quer dizer que, segundo a imprensa, um grupo de cinco pessoas tinha um plano para matar autoridades e, na sequência, eles criariam um ‘gabinete de crise’ integrado por eles mesmos para dar ordens ao Brasil e todos cumpririam”, questionou o senador.

Entre os militares que foram presos hoje está o general reserva Mario Fernandes, ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro (PL), e integrante dos "kids pretos"- unidade das Forças Especiais (FE) do Exército. 

“Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime. E para haver uma tentativa é preciso que sua execução seja interrompida por alguma situação alheia à vontade dos agentes. O que não parece ter ocorrido”, escreveu Flávio. 

O grupo, que foi preso hoje, planejou matar o presidente Lula com veneno, em dezembro de 2022 e usar artefato explosivo para matar Moraes. 

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“Decisões judiciais sem amparo legal são repugnantes e antidemocráticas”, concluiu Flávio.

Sobre a operação 

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 19 de novembro, uma operação para desarticular organização criminosa responsável por planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o pleito de 2022. O plano incluía o assassinato de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além da prisão e execução do ministro Alexandre de Moraes (STF).

"Foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos", diz a corporação.

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Os criminosos também planejavam restringir o livre exercício do Poder Judiciário.

“Ainda estavam nos planos a prisão e a execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que vinha sendo monitorado continuamente, caso o golpe de Estado fosse consumado”, destacou a PF.

Em operação deflagrada em fevereiro, a PF já investigava um grupo que atuou na tentativa de golpe de Estado e que monitorava o ministro Moraes.

“O planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um ‘gabinete institucional de gestão de crise’, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações".

Mandados

A Operação Contragolpe já cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, e cumpre ainda três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas, que incluem a proibição de manter contato com demais investigados; a proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes no prazo de 24 (vinte e quatro) horas; e a suspensão do exercício de funções públicas.

O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados, que estão sendo efetivados nos estados do Rio de Janeiro, de Goiás e do Amazonas, além do Distrito Federal.

“As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em forças especiais”, destacou a PF em nota.

Os fatos investigados, segundo a corporação, configuram crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Presos

  • Hélio Ferreira Lima - militar com formação em Forças Especiais, os 'kids pretos';
  • Mário Fernandes - general reformado que foi secretário executivo da Presidência da República no governo Bolsonaro e hoje é assessor do ex-ministro e deputado federal Eduardo Pazuello
  • Rafael Martins de Oliveira - militar com formação em Forças Especiais, os 'kids pretos';
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo - militar com formação em Forças Especiais, os 'kids pretos';
  • Wladimir Matos Soares - policial federal.

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