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Pedro Campos volta atrás, admite erro em voto à PEC da Blindagem e diz que pedirá anulação ao STF

O deputado pernambucano fez parte dos 353 deputados que votaram a favor da PEC da Blindagem na última terça-feira, 16.

Fernanda Diniz

18 de setembro de 2025 às 18:13   - Atualizado às 18:45

Deputado federal Pedro Campos.

Deputado federal Pedro Campos. Foto: Câmara dos Deputados.

O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) se manifestou sobre a polêmica votação da chamada PEC da Blindagem e da Anistia na Câmara dos Deputados. O deputado pernambucano fez parte dos 353 deputados que votaram a favor da PEC, aprovada em dois turnos de votação. 

Em pronunciamento nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, desde o dia da votação, tem recebido mensagens de apoiadores questionando seu voto favorável à PEC. Por esse motivo, decidiu vir a público para se pronunciar sobre o assunto e justificar sua decisão.

“Nos últimos dias, tenho recebido milhares de mensagens de pessoas questionando minha posição sobre a PEC da Blindagem. Em respeito aos meus eleitores e a todos os brasileiros, especialmente aqueles que acompanham e confiam no nosso trabalho, decidi vir aqui expor, de forma simples e direta, qual é a minha posição", disse o deputado. 

O parlamentar afirmou que sua bancada tentou barrar pontos considerados abusivos, mas que a votação acabou sendo conduzida de forma diferente do que haviam planejado.

“Temos retirado da PEC absurdos como a Polícia Federal precisar de autorização para investigar parlamentares ou para realizar busca e apreensão. E, além disso, caminhávamos para derrotar a Anistia. A votação da PEC foi iniciada com essa discussão ainda em andamento”, disse Campos.

Segundo ele, a decisão de apoiar o adiamento da discussão foi tomada em diálogo com a bancada.

“Por isso, como líder da bancada, ouvindo os parlamentares, decidimos votar pelo aviamento da discussão para ganhar tempo. E também, contra o voto secreto, contra o foro privilegiado para presidente nacional e partido. Nos demais pontos, a bancada votou dividido. Eu, junto com a maioria, votamos a favor. Numa tentativa de manter abertas pontes para que fosse derrubada a Anistia e para que a pauta do governo, a pauta do povo brasileiro, avançasse aqui nessa casa”, explicou.

O deputado reconheceu, no entanto, que a estratégia não deu certo.

“A PEC passou do jeito que nós não queríamos, inclusive com a manobra para voltar o voto secreto que nós já tínhamos derrubado em votação. Por isso, tenho a humildade em reconhecer que não escolhemos o melhor caminho e saímos derrotados.”

Campos anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar anular o resultado.

“Na votação da PEC e na votação da Anistia, pela forma como foi conduzida a manobra na PEC e a votação da Anistia, eu estou entrando com o mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal para que anule a votação e a manobra que foi feita para a volta do voto secreto.”

Ele também afirmou compreender as críticas que recebeu.

“Quero reforçar que todas as críticas que eu recebi são legítimas. Até porque o meu compromisso é com o povo brasileiro. E é assim que a gente tem conduzido o nosso mandato. Foi assim quando eu votei pela prisão de Chiquinho Brazão, pela continuidade do julgamento de Ramagem e de Bolsonaro e em todas as vezes que as pautas importantes para o povo brasileiro foram votadas aqui no plenário da Câmara. Nós vamos seguir assim, com humildade, com coragem.”
 

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