Ao todo, a medida recebeu 398 votos favoráveis e 30 contrários, permitindo que o texto siga direto para votação em plenário, sem passar pelas comissões.
Pedro Campos é o único deputado de Pernambuco a votar contra a criação da bancada cristã na Câmara Foto: Reprodução
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 22 de outubro, a urgência na análise do projeto que propõe a criação da Bancada Cristã no Parlamento. A medida recebeu 398 votos favoráveis e 30 contrários, permitindo que o texto siga direto para votação em plenário, sem passar pelas comissões. Entre os deputados que rejeitaram a urgência, o pernambucano Pedro Campos (PSB-PE) se destacou como o único parlamentar do estado a votar contra a medida.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conduziu as articulações políticas que viabilizaram o avanço do projeto. A proposta foi apresentada pelos deputados Gilberto Nascimento (PSD-SP) e Luiz Gastão (PSD-CE), líderes das frentes parlamentares evangélica e católica, respectivamente. O objetivo do texto é reunir de forma institucional parlamentares que defendem pautas ligadas à fé cristã, garantindo organização e representação formal dentro do Legislativo.
O projeto prevê que o líder da Bancada Cristã participe das reuniões de líderes com direito a voz e voto, além de ter um tempo semanal de fala no plenário. Os autores explicam que a proposta oferece um espaço formal para representantes de diferentes denominações religiosas atuarem de maneira organizada.
Na justificativa, os parlamentares ressaltam que a criação da bancada reforça o compromisso da Câmara com a “representatividade plural” e reconhece a importância de grupos cristãos na sociedade brasileira. O texto defende que o Congresso deve refletir a diversidade de valores e convicções morais existentes no país.
Se aprovado em plenário, o grupo passará a ter status semelhante ao da bancada feminina e da bancada negra, garantindo espaço nas decisões administrativas e maior participação nas pautas prioritárias da Casa.
Apesar do avanço do projeto, a medida gerou críticas. Deputados de partidos de esquerda e de centro expressaram preocupação com impactos na laicidade do Estado.
Durante o debate em plenário, o deputado Mário Heringer (PDT-MG) afirmou que a proposta “discrimina outras religiões” e reforçou a necessidade de preservar a neutralidade do Congresso. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também criticou o projeto, lembrando que o Legislativo não pode favorecer uma fé específica com voz e voto no Colégio de Líderes.
Entre os defensores, o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou que a proposta organiza a atuação dos parlamentares cristãos e fortalece o movimento conservador dentro da Câmara, refletindo parte do eleitorado brasileiro. Eles defendem que a formalização da bancada valoriza a presença dos cristãos no debate político nacional.
A criação da Bancada Cristã reacende um debate antigo sobre representatividade e laicidade no Brasil. A proposta se soma a outras iniciativas que buscam dar visibilidade a grupos específicos dentro do Congresso. A votação em plenário ainda não tem data definida, mas a aprovação do regime de urgência indica que o tema deve entrar na pauta nas próximas sessões.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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