Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF
O fotógrafo Fabio Setti, colaborador da revista norte-americana New Yorker Magazine, esteve no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 26 de março.
A visita ocorreu justamente quando a Primeira Turma do STF decidiu transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados em réus por suposta tentativa de golpe de Estado.
Em seu perfil no Instagram, o fotógrafo compartilhou detalhes da visita e comentou o comportamento do ministro durante o ensaio fotográfico.
Segundo Setti, Moraes o recebeu de forma descontraída, com bom humor e sem qualquer sinal de tensão, apesar do peso político e institucional do dia. Ele descreveu o ambiente do gabinete como acolhedor e repleto de elementos religiosos e culturais.
"Logo na entrada do gabinete, uma surpresa: uma camisa do Corinthians autografada, dando as boas-vindas com certa irreverência. Um sinal de que a conexão seria intensa. Alexandre é um corinthiano roxo, torcedor do time do povo, o que me intrigou. Afinal, estamos acostumados com a imagem sóbria que os políticos costumam cultivar. Este foi o nosso gancho", relatou o fotógrafo em uma das postagens.
“Ambiente amplo, de janelas grandes, com uma biblioteca recheada de livros, os quais o ministro alegou ter lido ‘quase todos’, seguido de uma risadinha faceira. Imagens religiosas como de alguns orixás, além de São Francisco e outros santinhos. A bença. Proteção nunca é pouca”, continuou.
Setti também revelou que esperava um ambiente mais frio e distante, considerando o julgamento de figuras centrais da política brasileira. No entanto, disse que Moraes o surpreendeu com uma abordagem carismática.
“Assim que entramos no gabinete, o ministro nos recebeu com um largo sorriso e emendando na brincadeira: ‘Só não faço foto cruzando os bracinhos e olhando pra janela’. Gelo quebrado da melhor forma, o carisma é uma dádiva”, afirmou.
Hoje foi publicada a reportagem "Strongman", da qual tive o imenso prazer de participar, retratando de forma exclusiva o nosso ministro Alexandre de Moraes.
Uma figura de tamanho imensurável na política brasileira, de importância ímpar na luta contra as crescentes injustiças em nosso território. Este trabalho é, sem dúvida, um marco na minha carreira. Principalmente por retratar um personagem de enorme relevância socioeconômica e política — e que raramente concede entrevistas.
O ensaio foi feito na manhã do segundo dia do julgamento de Bolsonaro. Imaginei um clima tenso, rígido, quase intransponível. Me enganei. Quando as oportunidades aparecem, parece que tudo acontece ao mesmo tempo. Entre o fogo e a cruz, lá estávamos, prontos para cumprir mais uma missão.
Logo na entrada do gabinete, uma surpresa: uma camisa do Corinthians autografada, dando as boas-vindas com certa irreverência. Um sinal de que a conexão seria intensa. Alexandre é um corinthiano roxo, torcedor do time do povo, o que me intrigou. Afinal, estamos acostumados com a imagem sóbria que os políticos costumam cultivar. Este foi o nosso gancho.
Assim que entramos, ele nos recebeu com um largo sorriso, já brincando:
"Só não faço foto cruzando os bracinhos e olhando pra janela."
Gelo quebrado da melhor forma. Carisma é uma dádiva.
O ambiente era amplo, com janelas grandes e uma biblioteca recheada de livros — os quais, segundo ele, leu "quase todos", seguido de uma risadinha faceira. Havia também imagens religiosas, de Orixás a São Francisco, além de outros santinhos. A bênção nunca é pouca.
Perguntei se ele era mesmo praticante de jiu-jitsu. Descobri que, na verdade, são três artes marciais. Ele respondeu com firmeza e humor:
"Melhor do que saber bater, é saber apanhar."
E assim foi nossa manhã: entre símbolos, confidências, descontração e resistência. Uma narrativa que agora também é minha.
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