Pastor Cleiton Collins critica fim do intervalo bíblico em Pernambuco. Foto: Divulgação
O deputado estadual Pastor Cleiton Collins (PP) criticou a decisão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a respeito dos cultos evangélicos nas escolas estaduais.
Recentemente, o MPPE promoveu uma reunião com representantes da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE) e do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Pernambuco (Sintepe) para discutir a realização de práticas religiosas, em especial os cultos evangélicos, dentro das instituições de ensino da rede pública estadual no Recife.
A principal preocupação levantada pelo MPPE é que a realização de cultos religiosos de uma única denominação, sem espaço para outras crenças, possa desrespeitar o princípio da laicidade do Estado. Portanto, o órgão sinalizou que cultos exclusivos não deveriam ocorrer nas dependências escolares, a menos que houvesse a participação de diferentes expressões religiosas.
Em resposta, Pastor Cleiton Collins criticou a postura do Ministério Público, afirmando que o verdadeiro foco das autoridades deveria ser combater a violência e o tráfico de drogas nas escolas, e não proibir os chamados "intervalos bíblicos".
Para o deputado, esses momentos de reflexão e oração não prejudicam os estudantes, e sim contribuem para a construção de valores e proteção dos jovens contra os males sociais.
"Querem acabar com os intervalos bíblicos nas escolas de Pernambuco, mas o foco deveria ser combater a violência e as drogas nas escolas. Precisamos proteger nossos jovens e manter os valores da fé", relatou o Pastor Cleiton Collins.
"Não faz mal nenhum ter um intervalo bíblico nas escolas. O que o Sintepe e os secretários têm que se preocupar, é de indicar que não haja violência, que não haja tráfico de drogas, que não haja essa manifestação da violência nas escolas. Eu tenho certeza que essa decisão é de um promotor isolado, não é do Ministério Público em nenhuma totalidade", continuou.
O parlamentar também expressou confiança de que a decisão tomada até o momento reflete a visão isolada de um promotor e não a posição do MPPE como um todo. Segundo ele, muitos compartilham da opinião de que práticas religiosas nas escolas são benéficas e, por isso, deveriam ser mantidas.
“Tenho certeza que essa é uma decisão de um promotor isolado, e não do MPPE em sua totalidade”, afirmou o deputado.
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