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Nunes Marques nomeia juíza Renata Gil, namorada de Toffoli, para nova diretoria no TSE

O órgão terá a missão de ampliar a presença do Tribunal junto a organismos e instituições estrangeiras.

Ricardo Lélis

30 de maio de 2026 às 16:17   - Atualizado às 16:17

Ministro Dias Toffoli e a juíza Renata Gil.

Ministro Dias Toffoli e a juíza Renata Gil. (Foto: Chico Batata / TJAM)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, nomeu a juíza Renata Gil Alcântara para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais.

A designação foi oficializada por meio de portaria publicada na última quarta-feira (27).

A nova estrutura foi criada durante uma reforma administrativa promovida pelo tribunal e passa a substituir a antiga Assessoria de Assuntos Internacionais, que foi extinta. A diretoria terá a missão de ampliar a presença do TSE junto a organismos e instituições estrangeiras.

Renata Gil será responsável por representar a Justiça Eleitoral brasileira em fóruns internacionais, acompanhar missões de observação eleitoral e divulgar no exterior o sistema eletrônico de votação adotado no Brasil.

A magistrada mantém relacionamento com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que retornou ao posto de membro titular do TSE em maio deste ano.

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Ao comentar a nomeação nas redes sociais, Renata afirmou ter recebido o convite com “honra e responsabilidade” e ressaltou o papel da Justiça Eleitoral brasileira no cenário internacional. Ela também destacou a relevância da participação feminina em cargos de liderança.

"A missão também reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão. Mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias", afirmou.

Com a mudança, a juíza deixa o cargo de assessora da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), atualmente ocupada pelo desembargador Ricardo Couto, governador interino do estado.

Ex-integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Renata teve seu nome aprovado pelo Senado em 2023 para compor o órgão de controle do Judiciário.

Durante o mandato, que se encerrou em 2025, exerceu a função de ouvidora nacional da mulher e coordenou ações voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres no sistema de Justiça.

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