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Número de venezuelanos cadastrados no Auxílio Brasil cresceu 142% no fim do governo Bolsonaro

Os dados foram compilados pela Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V), que reúne informações do governo federal.

06 de fevereiro de 2023 às 15:13

O número de venezuelanos cadastrados para receber o Auxílio Brasil, programa social destinado à população em situação de vulnerabilidade, cresceu 142% em um ano, entre novembro de 2021 e o mesmo período do ano passado. Os dados foram compilados pela Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V), que reúne informações do governo federal. Leia também: >>>Presidente da Caixa anuncia suspensão do empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil; saiba motivos A plataforma aponta que em novembro de 2021, 50 mil venezuelanos recebiam o benefício. Em novembro de 2022, o índice alcançou o patamar de 131 mil cadastrados, dos quais a maior parte (30 mil) vive no estado de Roraima. Entre janeiro de 2017 e março de 2022, 325 mil venezuelanos chegaram em solo brasileiro. Eles fazem parte de um grupo de mais de 60 mil refugiados, de diferentes nacionalidades, que enxergam na maior economia da América Latina novas perspectivas de vida. Ainda há, no entanto, uma grande parcela de refugiados que teria direito ao benefício, mas não sabe onde realizar o requerimento. Carlos Eduardo Ventura, 26, conta que foi informado que não poderia receber o Auxílio Brasil, “porque chegou ao país depois da pandemia”, em 2021. Ventura decidiu vir ao Brasil após a indicação de um amigo, que já estava no país, para uma vaga no restaurante em que trabalhava. “Eu tive bastante dificuldade porque cheguei aqui sem documentação, e precisei de muita ajuda, porque não sabia onde vir aqui no Brasil para tirar os documentos”, relata. Ele e o amigo, Jorge Eliecer Ramos, 31, fazem parte da pequena parcela de refugiados venezuelanos que cruzaram a fronteira com um emprego garantido. Os dois enviam uma parte do dinheiro que recebem para a família, que ficou na Venezuela. “Eu vim porque a situação está muito ruim no meu país. A gente não tem como viver, estamos passando fome”, lamenta Jorge. “É um desastre — salário mínimo muito baixo, não temos sequer medicamentos. Eu vim para o Brasil em busca de novas oportunidades e um futuro melhor”. Longe de seus países de origem, refugiados se despedem dos próprios lares rumo ao Brasil, levando na mala a expectativa de encontrar qualidade de vida do outro lado da fronteira. Diferente de um imigrante comum, esses cidadãos fogem do país de origem forçados por situações adversas como perseguições políticas e religiosas, desastres naturais, guerras, violações de direitos humanos e extrema pobreza. Entretanto, a recepção em território brasileiro nem sempre é acolhedora. Apesar de ser reconhecido internacionalmente como um dos países mais abertos a refugiados, índices de desemprego, insegurança alimentar e dificuldade de acesso à saúde e educação são desafios enfrentados pelos estrangeiros que chegam ao Brasil. Nesse cenário, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promete uma agenda humanizada, com Silvio Almeida no comando do Ministério dos Direitos Humanos, além de mais proteção durante a gestão de Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Especialistas consultados pelo Metrópoles apontam que ainda há um longo caminho a ser percorrido quando se trata de garantir os direitos dos refugiados, bem como cumprimento integral da legislação e dos tratados internacionais que regulamentam as práticas de acolhimento. Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Metrópoles

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