As falas ocorreram após os protestos do domingo, 21, que reuniram pessoas contrárias à anistia de envolvidos nos atos de 8 de janeiro e a PEC da Blindagem.
Nikolas Ferreira fala sobre manifestações com shows. Foto: Reprodução/Redes sociais
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou as manifestações realizadas no último domingo, 21 de setembro, em diversas cidades do país contra a PEC da Blindagem e o projeto de Anistia. (Veja vídeo abaixo)
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar fez críticas em tom de ironia, comparando os atos a um hipotético evento promovido pela direita com shows sertanejos.
“Imagina se a direita faz manifestação pro show do Leonardo, Gustavo Lima e Zezé de Camargo. Ia querer saber quem pagou, quem apoiou, quem vendeu água, quem pagou pela bandeira. E no final ia todo mundo investigar, tá? Só pra te deixar isso aí. Dá até pra ouvir o Alexandre Moraes, né?: 'É claro e notório que se trata de uma organização criminosa, financiada pela Elite do agro pra promover manifestações que visam atacar o STF, o Estado Democrático e os direitos'. Amigo, na moral, não é o que faz, é quem faz”, disse o deputado em vídeo.
Veja vídeo:
As falas ocorreram após os protestos que reuniram pessoas contrárias à anistia de envolvidos nos atos de 8 de janeiro e à proposta que amplia a blindagem parlamentar.
O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL-PE) publicou neste domingo, 21 de setembro, um vídeo nas redes sociais criticando manifestantes que hostilizaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante ato contra a chamada PEC Blindagem.
Na gravação, as rimas entoadas pediam para Bolsonaro e Nikolas “irem tomar no c*”. O parlamentar questionou o comportamento dos manifestantes e classificando como incoerente diante dos discursos em defesa da democracia.
“É esse o povo que se diz democrático?”, escreveu Feitosa.
A manifestação ocorreu no domingo e reuniu opositores da PEC Blindagem, proposta que tramita no Congresso e tem gerado debates acalorados.
Cerca de 42,4 mil pessoas se reuniram neste domingo, 21 de setembro, na avenida Paulista, na região central de São Paulo, para protestar contra a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a chamada PEC da Blindagem, que prevê exigência de autorização do Congresso para processar criminalmente deputados e senadores. A estimativa de público é do Monitor do Debate Político no Meio Digital, vinculado à USP (Universidade de São Paulo).
Ao todo, 33 cidades tiveram atos, incluindo todas as capitais. Com críticas ao Congresso Nacional, os manifestantes exigiram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele já está condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, entre outros crimes.
Convocadas pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligados ao PSOL, PT e movimentos populares, as manifestações contaram com a presença de sindicatos, grupos estudantis, artistas e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), além de outros partidos de esquerda e centro-esquerda.
Reginaldo Cordeiro de Santos Júnior é professor universitário no curso de Serviço Social e esteve na Paulista. Não mora em São Paulo, mas aproveitou que tinha um compromisso na cidade e antecipou a vinda especialmente para participar da manifestação.
“Nós estamos aqui na luta pela democracia contra a PEC da Blindagem, na luta contra todo o retrocesso do que foi conquistado em 1988. Isso é muito importante para que a juventude entenda tudo que a gente conseguiu conquistar em 1988 com a Constituição Federal. A gente precisa trazer à tona toda essa problemática que está sendo posta no Congresso brasileiro”, disse.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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