Pernambuco, 20 de Agosto de 2026

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PGR pede que caso Lulinha deixe STF e seja encaminhado para primeira instância

O filho do presidente é investigado em três inquéritos autorizados pelo Supremo a pedido da PF, que tiveram origem em desdobramentos da Operação que apura um esquema de fraudes relacionadas a descontos indevidos do INSS.

Ricardo Lélis

20 de agosto de 2026 às 16:59   - Atualizado às 16:59

Relatório que envolvia Lulinha e ex-ministros de Lula e Bolsonaro é rejeitado pela CPMI do INSS

Relatório que envolvia Lulinha e ex-ministros de Lula e Bolsonaro é rejeitado pela CPMI do INSS Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sejam remetidos à primeira instância. A informação foi divulgada pela defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado Marco Aurelio Carvalho.

Lulinha é investigado em três inquéritos autorizados pelo STF a pedido da Polícia Federal (PF). Os procedimentos tiveram origem em desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A manifestação da PGR diz respeito aos processos que estão sob relatoria do ministro André Mendonça. De acordo com o advogado de Lulinha, o órgão sustenta que os casos não envolvem pessoas com prerrogativa de foro e, portanto, não haveria justificativa para que permanecessem no Supremo.

STF autorizou investigações por conexão com outros casos

Embora não tenha foro privilegiado, Lulinha passou a ser investigado no STF porque a Corte considerou que os fatos apurados possuem conexão com outras investigações que já estão sob sua supervisão.

A defesa do empresário, porém, questiona a competência do Supremo para conduzir os inquéritos. O argumento é de que, por não ocupar cargo público que assegure prerrogativa de foro, Fábio Luís Lula da Silva deveria responder às investigações perante a primeira instância da Justiça.

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A questão central, portanto, é determinar se a conexão entre os casos é suficiente para manter os inquéritos no STF ou se os procedimentos devem ser encaminhados à Justiça de primeira instância.

A manifestação da PGR reforça a tese de que a ausência de investigados com foro privilegiado deve levar à transferência dos procedimentos para a primeira instância. A decisão final sobre o destino dos inquéritos caberá ao Supremo.

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