Ministra Marina Silva durante sessão no Senado. Foto: Divulgação/Agência Senado.
O Movimento Evangélico Progressista (MEP) se solidarizou, nesta quarta-feira, 28 de maio, com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), após ela ser desrespeitada por senadores durante reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado.
Em nota pública, o MEP repudiou a atitude dos parlamentares e classificou o comportamento contra a ministra como "misógino e racista".
"Repudiamos totalmente o comportamento misógino, machista, racista e nada republicano por parte de alguns senadores que armaram, literalmente, uma armadilha para a ministra. O desrespeito que se estampa diretamente contra a ministra também o é contra o povo brasileiro, movido por interesses escusos, explora à exploração da terra e do meio ambiente em geral", diz um trecho da nota.
O movimento também enalteceu a trajetória de Marina Silva, que é evangélica, e reforçou a importância da ministra na defesa do meio ambiente.
Entenda
Na terça-feira, 27 de maio, durante uma sessão Comissão de Infraestrutura, os senadores Marcos Rogério (PL-RO), Omar Aziz (PSD-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM) foram desrespeitosos com a ministra.
O momento mais tenso foi quando Plínio Valério afirmou que era preciso separar "a mulher da ministra". O parlamentar deixou claro que respeitaria a mulher, mas não a ministra.
Durante um outro momento, o senador Marcos Rogério mandou Marina "se por em seu lugar". Após os desentendimentos e bate-boca, a ministra abandonou a sessão.
Repercussão
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) se solidarizou com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), após confusão com o senador Marcos Rogério (PL). Por meio de uma publicação nas redes sociais, a psolista afirmou que a ministra foi vítima da violência “política e de gênero”.
“O que aconteceu hoje no Senado é inaceitável. A ministra Marina Silva foi alvo de violência política de gênero, teve o microfone cortado, foi interrompida e ofendida por senadores que queriam pressioná-la a flexibilizar o licenciamento ambiental. Toda minha solidariedade à ministra Marina”, escreveu Sâmia Bomfim no X.
A deputada federal Benedita da Silva (PT) também manifestou o seu apoio à ministra por meio das redes sociais.
“Manifesto o meu total apoio e solidariedade à ministra Marina Silva que, durante audiência no Senado Federal, foi desrespeitada no exercício de suas atividades. Nenhuma mulher deve ser silenciada, intimidada ou atacada. A política é um ambiente de diálogo, respeito e igualdade”, afirmou a petista.
O senador Humberto Costa também se posicionou: “Marina, Gigante. A ministra Marina Silva enfrentou hoje todo o tipo de violência política e de gênero na Câmara dos Deputados. Foi atacada por horas, mas não se sujeitou aos que tentaram lhe desacatar. Toda a nossa solidariedade à ministra”.
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A senadora também mencionou que acredita que o filho do ex-presidente é o candidato com mais chances de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito.
"Coloco meu nome à disposição com a responsabilidade de quem conhece de perto as necessidades do povo", disse o ex-prefeito de Goiana.
Durante a solenidade, foi destacada a relevância da atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura, especialmente sob a condução do ministro André de Paula.
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