Pernambuco, 05 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Moraes é acusado de violar LGPD para investigar envolvidos no 8 de janeiro

O relatório foi apresentado pela organização americana Civilization Works, que atua na defesa de valores liberais e é crítica ao que define como "autoritarismo progressista".

Everthon Santos

05 de agosto de 2025 às 11:43   - Atualizado às 11:43

Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio

A organização americana Civilization Works, que atua na defesa de valores liberais e é crítica ao que define como “autoritarismo progressista”, publicou um relatório nesta semana no qual aponta possíveis violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O documento se refere à atuação do magistrado e de sua equipe durante as investigações relacionadas aos atos criminosos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

De acordo com a publicação, o ex-assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, teria trocado mensagens com outros servidores da Justiça Eleitoral e integrantes da equipe do ministro no STF. Entre os nomes citados está a chefe de gabinete de Moraes, Cristina Kusuhara.

Essas conversas sugerem que houve uma atuação informal da equipe, fora dos canais legais previstos para investigações criminais.

Segundo a Civilization Works, funcionários do TSE teriam participado de ações que deveriam ser executadas exclusivamente por órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal. A organização aponta que essas atividades incluíram acesso a dados biométricos e a redes sociais de manifestantes presos após os atos de janeiro, sem autorização judicial formal.

Veja Também

O relatório destaca a atuação da Assessoria Especial para o Combate à Desinformação (AEED) do TSE, que teria funcionado como uma estrutura paralela de apuração, fora dos limites legais.

O grupo afirma que essa equipe teria acessado sistemas internos da Justiça Eleitoral, como o GestBio, que é uma base de dados biométricos que reúne fotos, assinaturas e impressões digitais dos eleitores brasileiros.

GestBio

O uso do GestBio, de acordo com o texto, visava identificar visualmente os manifestantes presos, por meio de imagens captadas nos protestos. A partir da identificação facial, a equipe teria cruzado essas informações com postagens públicas nas redes sociais, em busca de conteúdos considerados “antidemocráticos”.

A organização também afirma que essas informações não foram incluídas oficialmente nos processos, nem apresentadas às defesas dos acusados. Os relatórios produzidos com base nos dados biométricos e em investigações paralelas não teriam sido incorporados aos autos, o que, segundo a publicação, compromete o direito à ampla defesa.

Em um trecho do material, a organização cita um áudio atribuído a um agente da Polícia Federal. Na gravação, o policial teria pedido sigilo no compartilhamento de dados dos detidos.

A justificativa apresentada era que as informações estavam sendo "muito procuradas" e, por isso, precisavam de discrição. Segundo a Civilization Works, isso reforça a suspeita de que os dados estavam circulando sem seguir uma cadeia de custódia formal.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece que o uso de informações pessoais deve respeitar princípios como a necessidade, a finalidade e a transparência. Além disso, qualquer solicitação ou uso de dados sensíveis, como biometria, exige" base legal clara e autorização judicial.

Até o momento, nem o ministro Alexandre de Moraes nem o TSE se pronunciaram oficialmente sobre o conteúdo da publicação. O STF também não confirmou a autenticidade das mensagens divulgadas.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

09:09, 05 Out

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Eleições 2026: com 100% das seções totalizadas, Flávio tem 47,03% e Lula, 45,16%.
Resultado

Eleições 2026: com 100% das seções totalizadas, Flávio tem 47,03% e Lula, 45,16%

O senador terminou o primeiro turno com 2.224.965 votos a mais que o petista, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Com o resultado, os dois candidatos avançam para o segundo turno.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral
Motivo

TSE explica atraso na divulgação dos resultados do 1º turno por congestionamento de dados

Presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, afirmou que fluxo de dados acima do normal provocou atraso de cerca de uma hora.

Idosos exercem direito do voto.
Cidadania

Quando será o segundo turno das Eleições 2026? Veja a data da nova votação

A eleição presidencial é decidida em segundo turno quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro turno. 

mais notícias

+

Newsletter