Pernambuco, 29 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro e cancelamento de passaportes

A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Ricardo Lélis

08 de outubro de 2026 às 20:13   - Atualizado às 20:13

Alexandre de Mroaes e Eduardo Bolsonaro.

Alexandre de Mroaes e Eduardo Bolsonaro. Foto: Divulgação e Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 8 de outubro, a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras. Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

Veja Também

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Agência Brasil

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

01:56, 29 Out

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Jair Bolsonaro e Nunes Marques.
Prazo

Nunes Marques dá 10 dias para PGR se manifestar sobre revisão criminal de Jair Bolsonaro

Na petição, a defesa pretende derrubar a decisão da Primeira Turma que condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão.

Daniel Vorcaro preso
Processo

PF indicia Vorcaro e mais 14 investigados no caso Master por crimes financeiros

Indiciamento se refere à fraude de R$ 17,5 bilhões em carteiras de crédito do banco público do DF.

Flávio Bolsonaro.
Recuo

Flávio Bolsonaro muda carta e retira trecho em que se declarava presidente eleito

Após divulgar versão inicial nos Estados Unidos, senador passou a se apresentar como "líder do Brasil" e voltou a contestar a vitória de Lula.

mais notícias

+

Newsletter