Segundo a jornalista Daniela Lima, integrantes do tribunal ficaram impressionados com a forma clara, objetiva e respeitosa com que Michelle conduziu as conversas sobre a saúde do Bolsonaro.
Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes. (Fotos: Isac Nóbrega/PR e Agência Brasil)
A postura de Michelle Bolsonaro durante visitas ao Supremo Tribunal Federal (STF) chamou a atenção de ministros da Corte na semana passada. A avaliação foi revelada pela jornalista Daniela Lima durante o UOL News exibido na segunda-feira, 19 de janeiro.
Segundo a jornalista, integrantes do tribunal ficaram impressionados com a forma clara, objetiva e respeitosa com que a ex-primeira-dama conduziu as conversas. A percepção interna foi de que sua atuação superou, inclusive, a de muitos advogados que circulam com frequência pelo STF.
Michelle esteve no Supremo para tratar da situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela levou informações médicas detalhadas e explicou a rotina do marido após cirurgias recentes.
De acordo com ministros ouvidos, Michelle evitou discursos emocionais e se manteve focada nos fatos. “Ela não foi piegas, foi objetiva”, teria dito um integrante da Corte a colegas.
Para ter acesso aos gabinetes, houve articulação política. O contato com o ministro Alexandre de Moraes foi intermediado pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ). Já a reunião com o ministro Gilmar Mendes contou com o apoio de um interlocutor ligado ao estado do magistrado, Mato Grosso.
Durante a passagem pelo STF, Michelle também chamou atenção pelo comportamento nos corredores do prédio. Ela cumprimentou policiais, perguntou nomes e manteve uma postura cordial antes das reuniões.
Poucas horas após esses encontros, na quinta-feira (15), Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, no Complexo da Papuda. No novo local, o ex-presidente passou a ocupar uma sala maior do que a que utilizava anteriormente na PF.
Aliados de Bolsonaro viram a mudança como um avanço nos pedidos da defesa, diante do temor de piora no estado de saúde do ex-presidente. Ele passou por uma cirurgia no fim do ano passado e, já preso, sofreu uma queda dentro da cela da Polícia Federal, episódio usado como argumento para a necessidade de condições mais adequadas de custódia.
Paralelamente, Michelle também procurou outros ministros do STF. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, ela se reuniu com Gilmar Mendes para discutir a possibilidade de prisão domiciliar humanitária. No mesmo período, passou a agradecer publicamente, em redes sociais, parlamentares que pressionaram o Supremo nesse sentido.
Nos bastidores, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também atuou nos dias que antecederam a decisão. Segundo apuração da Folha, ele conversou com Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e outros ministros, defendendo a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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