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Michelle Bolsonaro diz que passou por cirurgia e garante estar bem: "Obrigada pelas orações"

A informação havia sido divulgada inicialmente pela deputada Bia Kicis (PL-DF) durante os atos realizados neste domingo, 1º, pela oposição ao governo Lula (PT).

02 de março de 2026 às 17:02   - Atualizado às 17:04

Michelle Bolsonaro marca presença no ato convocado por Nikolas.

Michelle Bolsonaro marca presença no ato convocado por Nikolas. Foto: Divulgação

 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou pelas redes sociais nesta segunda-feira, 2 de março, que passou por um pequeno procedimento cirúrgico na última sexta-feira, 27. Em seu Instagram, afirmou estar bem, com apenas algumas restrições.

"Passei por um pequeno procedimento cirúrgico na última sexta-feira. Está tudo bem e, salvo algumas restrições, sigo com minhas atividades normais. Obrigada pela preocupação, pelo carinho e pelas orações", escreveu Michelle.

A informação havia sido divulgada inicialmente pela deputada Bia Kicis (PL-DF) durante os atos realizados neste domingo, 1º, pela oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reivindicavam a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.

"Nikolas, a Michelle pediu para te falar que só não está aqui porque fez uma cirurgia na sexta-feira e está cuidando do nosso amado presidente Bolsonaro, fazendo a comida dele, cuidando da Laurinha (filha de Bolsonaro e Michelle), cuidando de tudo", afirmou a deputada, dirigindo-se ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais articuladores da manifestação.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de reclusão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Ele cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, localizado no Complexo da Papuda.

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A defesa tenta obter a concessão de prisão domiciliar, sob a alegação de problemas de saúde.

No entanto, parecer médico elaborado por peritos da Polícia Federal concluiu que o estado de saúde do ex-presidente exige acompanhamento contínuo, mas não impede sua permanência na unidade prisional. A avaliação clínica foi realizada em 20 de janeiro.

Carta de Bolsonaro

Em uma carta enviada da prisão e divulgada pelo deputado Nikolas Ferreira no domingo, 1º, Bolsonaro lamenta críticas feitas por integrantes da própria direita a aliados e à ex-primeira-dama, além de defender união no campo conservador.

No texto, Bolsonaro afirma que pediu à mulher que se envolva na política apenas após o mês de março, pois ela estaria "por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados da minha pessoa".

O ex-presidente também faz um apelo por unidade nas articulações eleitorais. "Numa campanha majoritária, bem como às cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados", escreveu.

Em uma outra carta, divulgada justamente por Michelle neste sábado, 28, Bolsonaro afirma que brevemente publicará uma lista dos pré-candidatos do Partido Liberal (PL) ao Senado e adiantou apoio à candidatura do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS).

Atos bolsonaristas no domingo

Os atos realizados neste domingo pelo País pediam a liberdade de Jair Bolsonaro e o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). As manifestações também criticaram o presidente Lula.

Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista reuniu público estimado em 20,4 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common.

A manifestação ocorreu na altura do Masp e teve a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que chegou acompanhado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também apontado como pré-candidato ao Planalto, do deputado Nikolas Ferreira e do pastor Silas Malafaia.

Também participaram o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, discursou aos manifestantes por transmissão em vídeo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) está em uma agenda na Alemanha e não esteve presente.

Estadão Conteúdo

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