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Michelle Bolsonaro acusa PT de enganar cristãos e pede união da direita para 2026

Em evento no Rio Grande do Sul, ex-primeira-dama critica "socialismo de luxo" e reforça discurso conservador em mobilização da base evangélica.

Portal de Prefeitura

28 de outubro de 2025 às 18:40   - Atualizado às 18:46

Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro Foto: Divulgação

Durante um evento do PL Mulher realizado em Soledade, no Rio Grande do Sul, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que a esquerda estaria tentando se aproximar das igrejas evangélicas por “desespero político”.

Em discurso firme, Michelle chamou o movimento progressista de “projeto da maldita esquerda” e acusou o partido de tentar enganar os cristãos para conquistar votos nas eleições de 2026. Segundo ela, a tentativa de reconquistar a confiança de um público historicamente conservador reflete uma estratégia eleitoral. “Agora estão correndo atrás do prejuízo. Querem os cristãos para que eles possam elegê-los no ano que vem”, afirmou.

A ex-primeira-dama também defendeu que a direita se una para garantir maioria no Congresso e um “Senado forte”, reafirmando a necessidade de manter “Deus no centro da política”. Durante o evento, ela criticou o que chamou de “socialismo de luxo”, comparando líderes de esquerda que vivem no conforto a figuras como o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, que, segundo ela, representava o verdadeiro socialismo. “O verdadeiro socialista tinha carro velho, dente estragado e casa simples. Isso, sim, é coerência”, destacou, lembrando que seu marido, Jair Bolsonaro, não liga para marcas de roupas ou perfumes.

A mobilização de Michelle Bolsonaro em eventos políticos e religiosos reforça a estratégia do bolsonarismo de fortalecer a base evangélica e conservadora, considerada essencial para o desempenho eleitoral em 2026. Especialistas em política afirmam que o discurso religioso e ideológico tem se tornado central na corrida eleitoral e pode influenciar significativamente os resultados do próximo pleito.

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensifica esforços para se aproximar do eleitorado evangélico. O petista tem mantido encontros com lideranças cristãs e incentivado a primeira-dama Janja a estreitar laços com mulheres de igrejas, buscando reduzir a resistência de um segmento tradicionalmente mais alinhado à direita.

A disputa pelo apoio evangélico se apresenta, portanto, como um dos principais focos da corrida eleitoral de 2026. De um lado, Michelle Bolsonaro mobiliza a base conservadora com discurso religioso e ideológico; de outro, Lula busca reconstruir pontes com um público que pode ser decisivo para o futuro político do país. Analistas apontam que a atenção ao eleitorado evangélico será determinante para estratégias de campanha e formação de alianças.

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