Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Metade da Assembleia Legislativa do Rio tem ligação com o crime, aponta PF

Segundo agentes que atuam diretamente no caso, a Alerj é vista, dentro da corporação, como a "casa institucionalizada do crime".

Portal de Prefeitura

18 de outubro de 2025 às 09:40   - Atualizado às 09:46

Alerj

Alerj Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As investigações da Polícia Federal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes revelaram um cenário alarmante: pelo menos metade dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) teriam ligações diretas com o crime organizado, seja com milícias, seja com facções do tráfico de drogas.

Segundo agentes que atuam diretamente no caso, a Alerj é vista, dentro da corporação, como a "casa institucionalizada do crime". Isso porque parte significativa das propostas legislativas não visa ao interesse da população, mas à proteção e expansão de atividades ligadas a organizações criminosas. “As demandas da população em geral ficam em quinto plano, pois não rendem dinheiro”, afirmou um dos policiais envolvidos.

As investigações revelam que gabinetes de deputados, de diferentes espectros políticos, abrigam representantes diretos do crime organizado. Essas pessoas, muitas vezes nomeadas oficialmente para cargos comissionados, acompanham projetos de lei, interferem em votações e atuam para barrar propostas que ameacem os interesses de milicianos e traficantes. Há também relatos de que esses mesmos agentes são usados para intimidar opositores políticos e servidores públicos.

A PF está cruzando dados colhidos nas investigações do caso Marielle com informações sobre processos legislativos parados, “esquecidos” ou alterados sem justificativa aparente. O objetivo é mapear como os interesses criminosos são atendidos dentro da Assembleia e qual o nível de influência sobre o Executivo estadual, prefeituras e até o Judiciário. "Está tudo muito ramificado", disse outro investigador. "Por isso, não há interesse em nenhuma das pontas para que as investigações avancem."

Os policiais federais reconhecem que não será possível desarticular todos os esquemas, mas acreditam que há condições de atingir figuras de alto escalão envolvidas com o crime. Para isso, destacam a necessidade de empenho institucional de órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério da Justiça. “Sabemos que não acabaremos com tudo, mas podemos chegar a algumas cabeças coroadas dessas organizações”, afirmou outro agente.

O caso Marielle, cinco anos após o crime, segue sendo peça central para a PF revelar uma rede de corrupção e violência que transcende o submundo e se entrelaça com as instituições públicas do Estado do Rio de Janeiro.

Veja Também

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

12:10, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Agora É Rubem e João Campos.
Pergunta

"Vai ter puxadinho no concurso da Guarda?", questiona vereador do PSB que deixou base de João Campos

O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

mais notícias

+

Newsletter