Alerj Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
As investigações da Polícia Federal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes revelaram um cenário alarmante: pelo menos metade dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) teriam ligações diretas com o crime organizado, seja com milícias, seja com facções do tráfico de drogas.
Segundo agentes que atuam diretamente no caso, a Alerj é vista, dentro da corporação, como a "casa institucionalizada do crime". Isso porque parte significativa das propostas legislativas não visa ao interesse da população, mas à proteção e expansão de atividades ligadas a organizações criminosas. “As demandas da população em geral ficam em quinto plano, pois não rendem dinheiro”, afirmou um dos policiais envolvidos.
As investigações revelam que gabinetes de deputados, de diferentes espectros políticos, abrigam representantes diretos do crime organizado. Essas pessoas, muitas vezes nomeadas oficialmente para cargos comissionados, acompanham projetos de lei, interferem em votações e atuam para barrar propostas que ameacem os interesses de milicianos e traficantes. Há também relatos de que esses mesmos agentes são usados para intimidar opositores políticos e servidores públicos.
A PF está cruzando dados colhidos nas investigações do caso Marielle com informações sobre processos legislativos parados, “esquecidos” ou alterados sem justificativa aparente. O objetivo é mapear como os interesses criminosos são atendidos dentro da Assembleia e qual o nível de influência sobre o Executivo estadual, prefeituras e até o Judiciário. "Está tudo muito ramificado", disse outro investigador. "Por isso, não há interesse em nenhuma das pontas para que as investigações avancem."
Os policiais federais reconhecem que não será possível desarticular todos os esquemas, mas acreditam que há condições de atingir figuras de alto escalão envolvidas com o crime. Para isso, destacam a necessidade de empenho institucional de órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério da Justiça. “Sabemos que não acabaremos com tudo, mas podemos chegar a algumas cabeças coroadas dessas organizações”, afirmou outro agente.
O caso Marielle, cinco anos após o crime, segue sendo peça central para a PF revelar uma rede de corrupção e violência que transcende o submundo e se entrelaça com as instituições públicas do Estado do Rio de Janeiro.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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