Pernambuco, 12 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

META, dona do Facebook e Instagram, afirma que fim de CHECAGEM DE FATOS vale apenas para os EUA

Em resposta enviada para a AGU, a empresa também disse que a medida será encerrada no Brasil após as Notas da Comunidade serem testadas e melhoradas.

Ricardo Lélis

14 de janeiro de 2025 às 16:14   - Atualizado às 16:14

Instagram, Facebook e Whatsapp pertencem a empresa Meta

Instagram, Facebook e Whatsapp pertencem a empresa Meta Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O fim do serviço de checagem de fatos da Meta – companhia que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – ocorreu apenas Estados Unidos (EUA), pelo menos por enquanto, informou a gigante da tecnologia ao responder questionamentos da Advocacia-Geral da União (AGU).

“Neste momento, essa mudança somente será aplicada nos Estados Unidos. Planejamos criar, testar e melhorar as Notas da Comunidade nos Estados Unidos antes de qualquer expansão para outros países”, informou a big tech estadunidense, destacando a intenção de expandir a mudança para os outros países.

Desde 2016, a Meta oferece no Facebook e no Instagram um serviço de checagem de fatos, realizado por jornalistas e especialistas em cerca de 115 países, que apura se informações que circulavam nas redes eram verdadeiras ou falsas e oferecia a contextualização aos usuários.

Com o fim da checagem de fatos, a Meta passou a adotar a política de “notas da comunidade”. Com isso, apenas usuários previamente cadastrados podem contestar alguma informação que circula nas plataformas.

Ao mesmo tempo em que diz proteger os direitos humanos e a segurança de grupos vulneráveis no documento enviado à AGU, a Meta defendeu alterações na política sobre discurso de ódio. A companhia confirmou que essas mudanças já estão em vigor no Brasil.

Veja Também

“Tais atualizações procuram simplificar o conteúdo da política de modo a permitir um debate mais amplo e conversas sobre temas que são parte de discussões em voga na sociedade”, explicou a companhia, alegando que a política antes em vigor havia limitado o “debate político legítimo e, com frequência, impedindo a livre expressão que pretendemos viabilizar”.

Sobre isso, a AGU destacou que causa grave preocupação a confirmação da alteração da política sobre discurso de ódio no Brasil porque “pode representar terreno fértil para violação da legislação e de preceitos constitucionais que protegem direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”, acrescentando que as mudanças informadas pela Meta “não estão adequadas à legislação brasileira e não são suficientes para proteção dos direitos fundamentais”.

A AGU destacou ainda que a nova posição da Meta contraria a defesa que a companhia fez no julgamento sobre o Marco Civil da Internet no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Em tais manifestações, representantes da empresa asseguraram que as então políticas de governança de conteúdo eram suficientes para a proteção dos direitos fundamentais dos usuários”, diz a pasta.

Agência Brasil

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

01:16, 12 Mar

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Presidente Lula com o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Depoimento

Delator de Lulinha diz ao STF que corre risco de vida e pede proteção policial

Ministro autorizou medidas de segurança, mas negociação com a Polícia Federal ainda não avançou.

Senadores de Pernambuco, Fernando Dueire, Humberto Costa e Tereza Leitão.
Senado Federal

Entre três senadores de PE, apenas um apoia CPI contra Moraes e Toffoli

Fernando Dueire assinou pedido de investigação no Senado; Humberto Costa e Teresa Leitão ainda não aderiram à proposta.

Augustus Nicodemus e Fábio Porchat.
Manifestação

Nicodemus responde fala de Porchat sobre Bíblia e aborto em podcast

Teólogo afirma que humorista citou referência bíblica incorreta ao discutir início da vida durante entrevista.

mais notícias

+

Newsletter