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Marina Silva volta a ser atacada em sessão na Câmara; deputado diz que ministra é "adestrada"

O deputado federal Evair Vieira de Melo disse que Marina Silva é "adestrada" e que usa a mesma estratégica de retórica das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Jameson Ramos

02 de julho de 2025 às 16:00   - Atualizado às 16:13

Ministra Marina Silva em audiência na Câmara dos Deputados.

Ministra Marina Silva em audiência na Câmara dos Deputados. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a ser atacada, desta vez durante a sessão da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, realizada nesta quarta-feira, 2 de julho. Em resposta, Marina disse que se sentiu "terrivelmente agredida" e que pediu "muita calma" em oração a Deus.

O deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES) voltou a dizer que a ministra é "adestrada" e que usa a mesma estratégica de retórica das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e dos grupos terroristas palestino Hamas e libanês Hezbollah.

"Usei a expressão adestramento numa sessão passada, e não foi uma ofensa pessoal, porque repetições que busca resultado é adestramento", disse Evair. "Esse modus operandi da ministra não é algo isolado. A estratégia dela é a mesma que as Farcs colombianas usam, que o Hamas, Hezbollah usam."

Marina disse que o que acontecia naquela sessão era algo "num nível piorado" em comparação ao que aconteceu no Senado. "Depois do que aconteceu ali (no Senado), as pessoas iam achar muito normal fazer o que está acontecendo aqui num nível piorado", afirmou Marina. "Fui terrivelmente agredida."

Confira o vídeo:

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Em maio, Marina Silva abandonou uma audiência pública no Senado, após uma série de discussões com parlamentares da oposição.

Na Câmara, desta vez, a ministra veio sob condição de convocação (o que a obriga a comparecer) para prestar esclarecimentos sobre o apoio ao acampamento Terra Livre, sobre o aumento das queimadas e do desmatamento na Amazônia; e sobre o impacto ambiental da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém.

Durante a audiência, a ministra defendeu a participação no Acampamento Terra Livre, em abril, que saiu no meio da marcha dos indígenas, e disse que a construção de uma rodovia em função da COP-30 é de responsabilidade do Estado do Pará e não do governo federal.

Novamente, parlamentares da oposição trocaram ofensas. O presidente do colegiado, Rodolfo Nogueira (PL-MS), disse que a ministra age "como se fosse a paladina da sustentabilidade" - governistas disseram que deputados da oposição agiram com desrespeito.

Evair Vieira de Melo criticou a condução da política ambiental por parte de Marina Silva, dizendo, entre outras coisas, que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) age como uma indústria da multa e criticou os números de desmatamento. 

A ministra disse estar "em paz" depois de fazer uma oração a Deus antes da sessão pedindo calma. "Estou muito tranquila com a minha consciência. Em termo de defesa do meio ambiente, que Deus julgue entre eu e vossa excelência e dê seu veredito", disse Marina a Evair. 

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