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Marco Aurélio Mello diz que SUPREMO deve 'tirar o pé do acelerador’ em caso BOLSONARO

13 de fevereiro de 2024 às 18:10

Após a operação da Polícia Federal (PF) realizada na última quinta-feira, 8 de fevereiro, que teve como alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 25 aliados, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticou o episódio e avalia que é hora da instituição “tirar o pé do acelerador”.

Em entrevista a VEJA o magistrado avaliou que a forma como as investigações estão sendo conduzidas tem levado ao desgaste da Corte.

BOLSONARO e ALIADOS são alvos de operação da PF por TENTATIVA DE GOLPE e INVALIDAÇÃO das ELEIÇÕES de 2022

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, uma operação para apurar a organização criminosa responsável por atuar em tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Com o nome de Operação Tempus Veritatis (hora da verdade, em latim), a ação da PF mira no ex-presidente Jair Bolsonaro, e aliados como Braga Netto, Augusto Heleno e Valdemar Costa Neto.

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A operação também já prendeu os ex-assessores Filipe Martins e Marcelo Câmara.

Segundo a Polícia Federal, estão sendo cumpridos um total de 33 mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão.

Entre elas, estão a proibição de manter contato com os demais investigados, suspensão do exercício de funções públicas e proibição de se ausentarem do País.

Jair Bolsonaro foi sujeito a medidas restritivas, como a exigência de entregar seu passaporte às autoridades dentro de um prazo de 24 horas.

Há mandados de prisão preventiva contra:

  • Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército;
  • Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.

Entre os mandados de busca estão:

  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL;
  • Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;
  • Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
  • General Stevan Teófilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
  • Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”.

As medidas judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a operação acontece nos Estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Segundo a PF, o Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados, em apoio à Polícia Federal.

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